Recife consolida 3º aluguel mais caro do País e oferece rentabilidade recorde aos investidores
A capital pernambucana encerrou 2025 com o metro quadrado custando R$ 60,89, superando cidades como Florianópolis e Rio de Janeiro
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O mercado imobiliário do Recife encerrou o ano de 2025 consolidando sua posição entre os metros quadrados mais valiosos do Brasil. De acordo com o mais recente relatório do Índice FipeZAP de Locação Residencial, a capital pernambucana atingiu o preço médio de R$ 60,89/m² em dezembro. Com este patamar, a cidade ocupa o terceiro lugar no ranking nacional das capitais, ficando atrás apenas de Belém (R$ 63,69/m²) e São Paulo (R$ 62,56/m²).
No acumulado de 2025, o aluguel no Recife registrou uma alta de 9,82%. O índice reflete uma valorização real significativa, já que superou com folga a inflação oficial medida pelo IPCA (IBGE), que fechou o período em +4,26%. Outro dado de destaque para a cidade é a rentabilidade do aluguel (rental yield). Com um retorno de 8,37% ao ano, o Recife oferece o segundo melhor rendimento para proprietários e investidores entre todas as capitais brasileiras, superado apenas por Belém (8,63%).
O preço por bairro no Recife
A variação de preços dentro da capital revela bairros que já ultrapassam a barreira dos R$ 80,00 por metro quadrado. Confira o ranking dos locais mais representativos:
Pina: R$ 85,3 /m²
Boa Viagem: R$ 73,4 /m²
Parnamirim: R$ 64,8 /m²
Santo Amaro: R$ 60,0 /m²
Tamarineira: R$ 56,1 /m²
Madalena: R$ 54,0 /m²
Imbiribeira: R$ 51,5 /m²
Graças: R$ 48,1 /m²
Casa Amarela: R$ 44,7 /m²
Cordeiro: R$ 34,7 /m²
Panorama nacional
No cenário nacional, o Índice FipeZAP, que monitora 36 cidades brasileiras, registrou uma alta média de 9,44% em 2025. Embora o resultado aponte para uma desaceleração em comparação aos anos anteriores (em 2024 a alta foi de 13,50%), o mercado de locação continua sendo um dos setores de maior resiliência econômica.
O valor médio do aluguel no Brasil fechou dezembro em R$ 50,98/m². Teresina liderou a valorização anual com um salto impressionante de +21,81%, seguida por Belém (+17,62%) e Aracaju (+16,73%).
Imóveis de um dormitório continuam sendo os mais caros por metro quadrado (R$ 68,37), mas as unidades de três dormitórios foram as que apresentaram a maior alta acumulada no ano (+10,19%).
O rental yield nacional médio encerrou o ano em 5,96% ao ano, patamar abaixo da rentabilidade projetada para aplicações financeiras de referência, mas com ganho real frente à inflação.