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Inadimplência condominial atinge segunda maior média do ano no Brasil, alerta Superlógica

João Baroni, Diretor de Crédito do Grupo Superlógica, explica que o aumento da inflação e da taxa de juros são fatores cruciais para o atual cenário

Por JC Publicado em 15/12/2025 às 17:18

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A inadimplência da taxa de condomínio no Brasil voltou a subir em setembro, registrando 6,80% na média nacional, conforme aponta o mais recente Índice Superlógica. Esse valor, que repete o índice de março, marca a segunda maior taxa de 2025, ficando abaixo apenas dos 7,19% alcançados em junho. Nos meses anteriores, o índice havia se mantido em 5,96% em julho e 6,08% em agosto, contrastando com o menor percentual dos últimos 12 meses, de 5,76%, registrado em dezembro de 2024.

A Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, atribui a alta à pressão econômica. João Baroni, Diretor de Crédito do Grupo Superlógica, explica que o aumento da inflação e da taxa de juros são fatores cruciais. "Fatores como esses reduzem o poder de compra da população e, consequentemente, aumentam a inadimplência - sobretudo a condominial, dada a prioridade de pagamento das pessoas por despesas mais caras, como cartão de crédito, aluguel, empréstimos e cheque especial", afirma o economista.

Norte lidera inadimplência regional

A análise por regiões revela disparidades significativas. O Norte do País liderou o ranking em setembro, com uma inadimplência de 9,63%. A região também registrou o maior salto de agosto para setembro, crescendo 1,9 ponto percentual. Em seguida, aparecem o Nordeste (7,02%) e o Sudeste (6,69%). O Centro-Oeste apresentou 6,55%, e a região Sul manteve a menor média, com 5,72%.

O estudo, que utiliza uma base de dados anonimizada de aproximadamente 100 mil condomínios e mais de 6,3 milhões de boletos em todos os 27 estados, também segmentou os dados por valor da taxa.

Condomínios mais baratos em dificuldade

A tendência de que condomínios com taxas mais baixas apresentem maior inadimplência se manteve. Em setembro, a inadimplência nos condomínios de taxa baixa (abaixo de R$ 500) atingiu 11,46%, um aumento de 1,37 ponto percentual em relação a agosto.

Nos condomínios de taxa média (entre R$ 500 e R$ 1.000), a taxa foi de 7,16%, com alta de 0,8 ponto percentual. Já os condomínios de taxa alta (acima de R$ 1.000) registraram o menor índice, 5,14%, embora também tenha havido um avanço de 0,45 ponto percentual. A diferença entre os extremos de inadimplência foi de 6,3 pontos percentuais.

Taxa Média consome 55% do Salário mínimo

O levantamento também apontou que a taxa média de condomínio no País, no trimestre de julho a setembro, foi de R$ 841,23. As regiões Norte (R$ 900,51) e Nordeste (R$ 895,58) apresentaram as maiores médias.

Comparando-se à média nacional com o salário mínimo de R$ 1.518,00, a taxa condominial já representa, em valores nominais, 55% do rendimento. Nas regiões Norte e Nordeste, esse percentual chega a quase 60%.

A inadimplência gera prejuízos tanto para o condômino, que pode perder o imóvel em caso de judicialização da dívida, quanto para a coletividade, que tem o gerenciamento de gastos comprometido, inviabilizando manutenções e obras. Como solução, Baroni destaca produtos como o Inadimplência Zero (IZ), do Grupo Superlógica, que garante o recebimento da cota condominial, mantendo o fluxo de caixa do condomínio.

 
 

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