PROGRAMA HABITACIONAL | Notícia

Nova faixa do Minha Casa, Minha Vida: governo amplia programa para atender classe média; confira mudanças

Sob Lula, o programa já foi ampliado para atender famílias com renda mensal de até R$ 8 mil e dar isenção para beneficiários de programas sociais

Por Lucas Moraes Publicado em 03/04/2025 às 17:08 | Atualizado em 03/04/2025 às 17:11

Diante de índices preocupantes de popularidade, o presidente Lula lançou, nesta quinta -feira (3), uma espécie de pacote de medidas que visam dar maior notoriedade aos feitos da gestão. Entre as novidades está uma ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida - mirando diretamente no atendimento a uma faixa maior da classe média.

O programa habitacional foi ampliado para atender famílias com renda de até R$ 12 mil (anteriormente o teto era R$ 8 mil). A nova linha do MCMV Classe Média prevê a possibilidade de financiamentos de até 420 meses, taxa de juros de 10,50% a.a., um pouco abaixo das de mercado, para aquisição de imóveis de até R$ 500 mil.

A expectativa é que cerca de 120 mil famílias sejam beneficiadas ainda em 2025. Para garantir a nova linha, o presidente Lula assinou um decreto que regulamenta o Fundo Social, assegurando repasse de recursos do Pré-Sal para o programa habitacional. Na lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional estão previstos R$ 18 bilhões para essa finalidade.

De acordo com os dados do governo, o programa já registrou mais de 1,2 milhão de contratos nos dois primeiros anos de gestão. 

COMO FUNCIONA O MINHA CASA MINHA VIDA

Sob Lula, o programa já foi ampliado para atender famílias com renda mensal de até R$ 8.000,00, e anual, de até R$ 96.000,00, em áreas urbanas e rurais, respectivamente.

As famílias da chamada Faixa 1, que tiveram sua renda atualizada para R$ 2.640,000 mensais em áreas urbanas, e R$ 31.680,00 anuais, nas áreas rurais, voltaram a ser atendidas com recursos da União. Nas linhas de atendimento com unidades habitacionais subsidiadas, com recursos da União para a Faixa 1, os beneficiários que recebem BPC ou sejam participantes do Bolsa Família são isentos de prestações. 

Já na faixa 2 do programa, para quem tem renda entre R$ 2.640,01 a R$ 4.400,00 (áreas urbanas) e R$ 31.608,01 a R$ 52.800,00 (áreas rurais), há subsídio de até R$ 55 mil e financiamento com taxas de juros diferenciadas.

A faixa 3 atende famílias com renda entre R$ 4.400,01 a R$ 8.000,00 (áreas urbanas) e R$ 52.800,01 a R$ 96.000,00 (áreas rurais), com juros diferenciados. Antes da nova ampliação, teto do valor dos imóveis era de até R$ 350 mil (faixa 3) no programa.