Kroma Energia. Como uma empresa pernambucana que cresceu comercializando energia, ampliou seus negócios na geração própria e agora aposta no setor de mobilidade
Empresa soma 661 MWp solares e expande rede de recarga elétrica para veículos elétricos depois de construir parques elétricos em Pernambuco e Ceará
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Após 18 anos de forte atuação no setor de comercialização de energia no Mercado Livre do Brasil, a empresa pernambucana Kroma Energia vive uma nova etapa no setor elétrico brasileiro e consolida-se como geradora independente, com 661 MWp solares em operação, resultado de mais de R$ 1,5 bilhão investidos em ativos próprios.
A mudança representa uma evolução do modelo de negócios, com maior participação na geração de energia e foco no desenvolvimento de projetos próprios com foco no mercado de geração, aproveitando as condições do Nordeste.
Segundo o CEO Rodrigo Mello, o movimento faz parte de uma decisão estratégica para ampliar a presença da empresa no mercado. “Vamos assumir um papel mais amplo dentro do setor. Isso representa não só maturidade, mas uma visão muito clara de futuro”, afirma.
De acordo com o executivo, a experiência acumulada ao longo dos anos permitiu estruturar novos empreendimentos com mais segurança e previsibilidade. A diversificação contempla geração, comercialização e estudos para armazenamento de energia. E a entrada em operação de projetos solares fortalece essa transição.
Decisão estratégica
Entre os empreendimentos estão o Complexo Arapuá, no Ceará, com capacidade instalada de 248 MWp, e o Complexo São Pedro e Paulo, em Flores, no Agreste de Pernambuco, com capacidade instalada total de 101 MWp. Os projetos foram estruturados a partir da experiência da companhia no mercado livre de energia, contribuindo para contratos mais consistentes e condições competitivas de financiamento.
A nova fase da Kroma também chega num momento importante para o setor elétrico com a realização do leilão de armazenamento nos dias 2 e 4 de dezembro. A Kroma deseja estar presente nesse mercado também. E segundo Rodrigo Mello, a companhia estará com vários projetos e esperamos ser vencedores.
Ele fala de seus novos projetos com grande expectativa. Com investimento estimado em R$ 420 milhões, mais um empreendimento do grupo, o Complexo Colinas, de 130 MWp de potência instalada, está em fase final de construção e deve ser inaugurado ainda neste ano.
O empreendimento de energia solar foi viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e a Kroma Energia. O projeto amplia a presença da companhia em Pernambuco e contribui para o crescimento da geração renovável na região.
Crise das comercializadoras
Rodrigo Mello também fala sobre a crise das comercializadoras que, segundo ele , aconteceu em virtude de uma mudança regulatória na precificação. Isso fez com que as empresas que atendem consumidores e carregam contratos legados passassem a sofrer mais porque tiveram que se adequar à nova realidade de aversão ao risco.
Por outro lado, todos aqueles que estiverem de parte da geração própria, eólica e solar, estão tendo um corte na ordem de 20%. É, tem dias que é muito mais, outros menos, mas essa é a média: 25%. Então não dá para segurar um empreendimento que tem financiamento, dívida, com um corte de receita desse patamar.
No setor de mobilidade elétrica, onde a companhia decidiu atuar com rede de recarga com a entrada em operação do terceiro eletroposto do projeto Kroma Conecta. A nova unidade foi instalada no Posto Ibiza, na Avenida Recife, na Região Metropolitana, somando-se aos pontos já existentes no Shopping Guararapes e no Posto Fiji. As estações contam com carregadores de 80 kW para recarga rápida de veículos elétricos.
Para Rodrigo Mello, a empresa inicia um novo ciclo de crescimento. “Se os primeiros anos foram de construção, os próximos serão de expansão. Temos convicção de que o melhor da Kroma ainda está por vir”, afirma. A companhia prevê continuidade dos investimentos, com foco na ampliação de ativos e na diversificação das operações.