Brasil cresce 2,3% mais uma vez puxado pelo agro que foca em produtividade por estar exposto à concorrência internacional
Em 2025 Brasil trabalhou sem avançar na eficiência de sua produção e pagou mais salários com aumento do consumo das famílias e desemprego baixo
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O IBGE disse que o PIB do Brasil em 2025 cresceu 2,3% frente a 2024, quando o país cresceu 3,4%. Em 2023, primeiro ano do governo Lula, o país cresceu 3,2%. O número de 2025 foi, portanto, o menor dos três anos do terceiro governo Lula. Ao final do ano, o país podia dizer que o PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, um avanço real de 1,9% frente ao ano anterior. O PIB em 2025 totalizou R$ 12,7 trilhões.
Feitas as somas, pode-se dizer que o Brasil cresceu, em três anos, pouco mais de 2,2%. Não é de todo ruim e, mais uma vez, os governos não conseguiram dar saltos de crescimento de modo a que o país avance perante as demais nações, o que significa dizer que a gente não consegue sair dessa mesmice estatística. Somos um país de crescimento “mais ou menos…”
Taxa Selic
Em 2025, a explicação é, naturalmente, o impacto de uma taxa Selic de 15% que o país enfrenta desde junho do ano passado. É uma taxa para matar elefantes. Mas não é suficiente para isentar uma série de fatores que começam na resistência do país a abordar a questão da produtividade.
De fato. Pode-se dizer que essa taxa básica é porque o Banco Central precisou conter a disparada da inflação e o alto endividamento das famílias, que segurou o consumo mesmo com o desemprego na mínima histórica.
Tomador de crédito
Mas a taxa de inflação também embute um enorme componente público, com o governo central sendo o maior tomador de crédito no mercado financeiro para financiar seu déficit público. E o pior: Ele se comporta com cara de paisagem sobre o crescimento da sua dívida pública.
E como no Brasil tudo é relativizado, o discurso agora é de que podemos repetir o número em 2026 (ano de eleição) porque existe a perspectiva de que daqui a duas semanas o Banco Central começa uma série de baixas da taxa básica.
Fé em 2026
Com essa informação, o governo federal acredita que, já agora no primeiro trimestre, o PIB volte a crescer com mais força e até chegar a 1%. Se isso acontecer. O governo Lula começa a campanha dizendo que em quatro anos o Brasil terá tido um período de crescimento sustentado.
Como os números do PIB não contaram com o fato novo da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, todas as previsões otimistas precisarão ser revistas. Porque com certeza o mundo não é o mesmo desde 1º de março. E nem sabe como estará em 1º de abril. A Petrobras vai ganhar muito com um barril exportado a US$ 80, mas aqui vai ter reflexos.
Produtividade
Mas voltando à questão da produtividade. O Brasil, que ano passado viu o Consumo das Famílias crescer 1,3% em relação ao ano anterior, puxado pela melhora no mercado de trabalho, pelo aumento do crédito e pelos programas governamentais de transferência de renda, tem uma enorme dificuldade em abordar a questão.
Segundo a CNI, a produtividade brasileira está praticamente estagnada há uma década. É um quadro que se repete há mais de uma década. Em 2024, segundo dados da FGV, a produtividade do trabalho avançou apenas 0,2%, apesar da economia ter crescido mais de 3%.
Economia crescendo
Isso pode ser explicado pelo fato de que, como a economia está crescendo, a empresa tem que “se virar" para atender o freguês. Ela trabalha acima de sua capacidade, paga mais horas extras e acaba aumentando os salários, portanto, a renda.
Ela não fez investimento em máquinas e pessoal para entregar mais com o mesmo parque. No fundo, não aproveita o potencial do mercado na porta da empresa.
Falta de crédito
Existem dezenas de motivos para a produtividade no Brasil não crescer, especialmente o crédito. Mas uma delas é um equipamento capaz de entregar mais. A outra é que o empregado tem baixa escolaridade. Pode ser. Mas com equipamento defasado, o chão de fábrica pode ter um diploma universitário que não melhora muito sua produtividade.
Entretanto, ainda existe o fato de que, para muitos setores, o mercado está na porta. E isso acaba ajudando muito empresários a não se esforçar para se testar na exportação.
Mercado interno
Todo mundo sabe que quem exporta produz melhor no mercado interno. Mas o diabo é que o mercado interno do Brasil é muito bom. Então, de certa forma, isso atrasa a busca por melhores máquinas, melhores empregados e melhores sistemas.
O agro é um bom exemplo. O Brasil só é benchmarking na produção de grãos e na de proteína animal porque não tem como consumir tudo o que o campo entrega e porque fatura em dólar. Mas esse não é um sentimento geral da economia.
Exemplo do agro
No fundo é muito difícil o empresário falar de produtividade produzir faturando em Real vendo o governo torrando tudo que arrecada e ignorando o fato de ser o maior pagador de juros quando rola a sua dívida pública diariamente? Cansa.
Em 2025, nós já chegamos a um quarto do século XXI com mais uma série histórica de crescimento medíocre. Não temos muitos estímulos para que, quando chegarmos na metade dele, sejamos mais produtivos.
Partiu Portugal
A Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) encerrou neste domingo (1º) a agenda de promoção internacional em Portugal para reforçar o posicionamento do estado em seu principal mercado emissor europeu entre os dias 20 de fevereiro e 1º.
A agenda teve como eixo central a participação na BTL (Better Tourism Lisbon Travel Market), considerada a principal feira de turismo de Portugal, além de ações em parceria com a Solférias Operador Turístico, uma das empresas mais importantes do turismo português.
Supermercados
O Carnaval de 2026 mostrou que os consumidores foram às compras e movimentaram segmentos como supermercados e hipermercados, hotelaria e farmácia no período de descanso e de festas nas grandes cidades. Dados da Getnet revelam que o setor cresceu 3,76% em comparação com o mesmo feriado do ano passado, com as compras físicas ganhando força. O comércio presencial registrou aumento de 6,96% no faturamento e um crescimento de 1,3% na quantidade de transações.
Inadimplência
Dados do Índice de Inadimplência do Meu Crediário revelam que a taxa nacional alcançou 8,48% em fevereiro de 2026, mantendo-se praticamente estável em relação a janeiro (8,46%) e consolidando o início do ano em patamar elevado. Embora ainda abaixo do índice registrado em fevereiro de 2024 (9,72%), o nível atual evidencia crescimento gradual da inadimplência.
Reciclando celular
O projeto Vivo Recicle devolveu em 2025 à cadeia produtiva 45 toneladas de eletrônicos, como fones, carregadores, tablets, celulares e outros equipamentos, um crescimento de 21% frente ao ano anterior. O peso equivale ao de aproximadamente 200 mil smartphones. A empresa mantém mais de 1,8 mil pontos de coleta em lojas Vivo por todo o Brasil, além de pontos itinerantes em eventos patrocinados pela marca. Em Pernambuco, são nove pontos à disposição do consumidor.
Polo oncológico
Nesta quarta-feira (4), o Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, segunda maior rede de hospitais privados do país, dobra sua capacidade de atendimento em oncologia com a inauguração de novos consultórios exclusivos, unidades de internação, além de espaços estruturados para infusão de quimioterápicos e outras terapias. O movimento reforça a estratégia da companhia, que tem 26 hospitais e 42 unidades oncológicas em todo o Brasil, de ampliar sua atuação na especialidade e consolidar o Recife como pólo regional de alta complexidade em saúde.
Engenho Morim
Nesta quarta-feira (4), a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) realiza a Oficina Participativa para receber contribuições para o Estudo Socioambiental da Unidade de Conservação no Engenho Morim, na zona rural de São José da Coroa Grande (PE), uma área estimada em 1.300 hectares. O encontro será na Casa Grande do Engenho Morim, das 10h às 17h.
Agroamigo BNB
Em 2025, o Banco do Nordeste atendeu mais de 26,5 mil famílias em Pernambuco, no crédito do Agroamigo Água, que financia infraestrutura hídrica na zona rural, com desembolso de R$100 milhões.
Expectativa
De 19 a 21 de março, no Recife Expo Center, tem a EFN – Expo Franquias Nordeste 2026, com 30 expositores confirmados e expectativa de receber cerca de cinco mil visitantes e gerar R$50 milhões em negócios.
ExpoRenováveis
O Senai Pernambuco participa da ExpoRenováveis 2026 nos painéis “Power-to-X e a Nova Matriz de Combustíveis: Infraestrutura, Regulação e a Corrida pelos Hubs Globais”, com palestra do diretor de Inovação e Tecnologia, Oziel Alves; e “Energy Storage: A Nova Fronteira de Receita e a Monetização da Flexibilidade Elétrica”, com o gerente de inovação em transição energética, Phillip Mendonça.
Os cavalos de Joâo
Está difícil a tarefa da Prefeitura do Recife para o programa de suspensão do uso de animais em carroças no município. Em nova operação de fiscalização e combate aos maus-tratos contra animais, a Prefeitura recolheu cinco cavalos e duas carroças na tarde desta segunda-feira (2).
Os animais estavam sendo conduzidos por seus respectivos condutores em vias públicas da cidade, infringindo a proibição da tração animal no município. O problema é que, na forma como os cinco animais dessa operação, até agora, apenas 46 donos de animais foram cadastrados e somente seis optaram pela entrega voluntária dos cavalos e das carroças.
Médicos do sertão
Os 117 estudantes de Medicina 2026 da Faculdade Afya Garanhuns formarão a primeira turma de internato médico com atuação integralmente no Agreste pernambucano e com capacitação exclusivamente na rede pública e privada da região, em áreas como Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Clínica Médica, Cirurgia Geral, Urgência e Emergência, Psiquiatria e Atenção Primária. A Afya opera 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de medicina.
Bate-papo sobre NR1
Nesta quarta-feira (4), das 9h às 12h, na Torre 5 do RioMar, tem o Esquenta RH 5.0 – Saúde no Centro da Estratégia, encontro promovido pelo Grupo Belz em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PE) com participação da comunicadora Izabella Camargo num bate-papo sobre NR1 na prática, qualidade de vida e os impactos da gestão dos riscos psicossociais no ambiente corporativo.
Pertencer na Capes
A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho , participará de conversa com o pesquisador Silvio Meira no evento O Futuro da Universidade Pública: decisões institucionais, modelos de gestão e impacto social, no próximo dia 9, no Auditório Centro de Artes e Comunicação (UFPE), num evento do coletivo Pertencer UFPE.