Crédito do Trabalhador já cobra 60%, ao ano, para empréstimo com garantia de FGTS, desconto pela empresa e risco zero para banco
Bancos trocaram o Saque-Aniversário pelo programa que Lula prometeu livrar o trabalhador de agiotas com juros mais baixos. O que não aconteceu.
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No meio do debate sobre o fim da escala 6x1, que o governo Lula quer ficar apenas com a redução para 40 horas semanais e as centrais sindicais preferem concentrar a conversa na escala 5x2, ficou pronta uma pesquisa da Serasa Experian, revelando que 65% das companhias familiarizadas com o Crédito do Trabalhador afirmam que seus funcionários já adquiriram esse tipo de empréstimo, enquanto 27% dizem não ter registros de contratação e 8% não souberam informar.
Como se sabe, a linha do consignado “Crédito do Trabalhador” foi lançada em 12 de março do ano passado de modo que profissionais do setor privado pudessem usar a Carteira de Trabalho Digital para ter acesso a empréstimos mais baratos com garantia do FGTS.
Desconto direto
O desconto das parcelas feito na folha de salários, mensalmente pelo eSocial, em tese, permitiria que as taxas de juros fossem inferiores às praticadas pelas financeiras no crédito pessoal, permitindo um “crédito barato" para sair da mão do agiota. Não precisa mais pagar 10% de juros (por mês). E escolher entre bancos privados, bancos públicos”, segundo o presidente Lula.
Os juros não baixaram. Mas, segundo os dados do Serasa, o sistema também mostrou que a adoção do Crédito do Trabalhador é maior conforme o porte da empresa. Entre companhias com mais de 1.000 funcionários, 79% registraram aquisição do empréstimo por parte dos colaboradores.
Maiores empresas
O índice também é elevado entre empresas com 500 a 999 funcionários (74%) e entre aquelas com 200 a 499 funcionários (74%). Já nas companhias que possuem entre 10 e 199 funcionários, a proporção é de 61%, enquanto nas organizações com até 9 funcionários, o percentual cai para 34%.
A análise por segmento mostrou diferenças relevantes na adoção do novo modelo. A indústria é o segmento com maior incidência de uso do consignado privado, com 77% das empresas que conhecem o modelo registrando aquisição do crédito por funcionários. Na sequência aparecem comércio varejista (63%), serviços (62%) e comércio atacadista (59%).
Indústria lidera
O uso mais expressivo do consignado privado nas indústrias pode estar relacionado às características operacionais do próprio setor, com empresas maiores e pagamentos mais estruturados, esclarece a Serasa.
A pesquisa ouviu 550 empresas de diferentes portes e segmentos econômicos, em todas as regiões do país. A coleta foi realizada entre 12 de setembro e 6 de outubro de 2025, com margem de erro de 4,2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
Aposta dos bancos
O crescimento do uso do Crédito do Trabalhador era previsível pelo setor bancário, que, aliás, fez uma aposta alta no modelo, tendo em perspectiva um outro cenário que foi anunciado pelo próprio governo no meio do ano, que foi a redução do acesso aos recursos do FGTS através do Saque Aniversário.
Em 1º de novembro, o governo mudou as regras do Saque Aniversário (criado no governo Jair Bolsonaro em 2011) , que foi transformado num recebível pelos bancos, antecipando o saque em até 10 anos. Até o final de 2024, o programa movimentou R$ 142 bilhões e se transformou num recebível importante, a ponto de ser a segunda modalidade de uso do FGTS, representando 29% do total de recursos movimentados pelo fundo no ano.
Mudou o recebível
Com a mudança, o Saque Aniversário passou a ser limitado a entre R$ 100 e R$ 500 por parcela, com um máximo de cinco parcelas nos próximos 12 meses, totalizando R$ 2,5 mil. Já a partir de novembro de 2026, o limite será reduzido para três parcelas de R$ 100 a R$ 500 a cada saque-aniversário.
De certa forma, os bancos redirecionaram sua estratégia para o Crédito do Trabalhador com o (quase) fim do Saque Aniversário. Prova disso é que, nesta segunda-feira (2), ninguém menos que a XP Investimentos entrou no mercado. A XP anunciou que passou a oferecer crédito consignado privado como mais uma opção em seus serviços bancários.
Alternativa
Segundo a instituição, a modalidade é uma alternativa para que o investidor organize o seu orçamento. A contratação é feita de forma digital e as condições variam conforme o perfil do cliente e da empresa empregadora.
Difícil imaginar um trabalhador que precisa do Crédito do Trabalhador esteja com a visão dos executivos da XP. Mas o fato de um banco entrar nesse nicho já mostra que ele é muito bom. E é mesmo.
Juros mais caros
Segundo o relatório de janeiro das Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, a taxa média ficou em 57,4% ao ano, quando em fevereiro de 2025 – no mês anterior ao discurso de Lula prometendo livrar “os tramadores de agiotas” – era 40,9% ao ano.
Na prática, os juros do Crédito ao Trabalhador, em comparação ao modelo anterior — que obrigava a empresa a ter um convênio com o banco pagador da sua folha —, subiram 16,5 pontos percentuais.
Empresas descontam
Excluídas de qualquer consulta do Governo por ocasião do lançamento do programa no ano passado, as empresas, através de suas confederações, estão tendo que enfrentar os reflexos da oferta de crédito mais fácil, porém muito mais cara.
Na prática, o empregado, ao fazer o empréstimo pelo Crédito do Trabalhador, transforma sua empresa numa simples tesouraria de desconto sobre parte do crédito na conta do seu salário. Isso, devido ao tamanho das prestações, acaba criando sérios problemas no final do mês pelo tamanho dos descontos que podem chegar a 35% do salário bruto.
Sucesso do governo
Mas o governo comemora. Segundo relatório do programa divulgado em janeiro, ele chegou à marca de R$ 101 bilhões em empréstimos consignados, firmando 17.044.391 contratos, ampliando o acesso ao crédito para 8.522.626 trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada em todo o país. O valor médio dos empréstimos concedidos é de R$ 11.895,36, com parcelas mensais em torno de R$ 245,90 e taxa média de juros de 3,2% ao mês.
Como se um empréstimo com uma taxa de 3,2% ao mês, em que o banco tem risco zero e sequer se encarrega de fazer a cobrança das parcelas (já que, através do social, é a empresa quem é obrigada a fazer a retenção da parcela) fosse barato.
Petróleo do Brasil continua com pre-Sal
O Brasil produziu 5,168 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) de petróleo e gás natural em janeiro, segundo dados da ANP no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural. Foram extraídos 3,953 milhões de barris por dia (bbl/d). A produção de gás natural em janeiro foi de 193,16 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d).
Nessa conta, o pré-sal entrou com 4,129 milhões de boe/de e correspondeu a 79,9% da produção brasileira. A produção teve uma redução de 1,8% em relação ao mês anterior e um crescimento de 19% em comparação com o mesmo mês de 2025. Foram produzidos 3,167 milhões de bbl/d de petróleo e 152,98 milhões de m³/d de gás natural por meio de 177 poços.
Biocombustíveis
As associadas da APROBIO (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) e da ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) criaram a AliançaBiodiesel, uma iniciativa visando estabelecer uma atuação coordenada para fortalecer o biodiesel no Brasil e ampliar sua presença no mercado internacional.
Energia renovável
O CEO da Kroma Energia, Rodrigo Mello, participa do painel "Unindo Fontes, Gerando Valor: O Papel da Multimatriz na Construção de um Setor Elétrico Resiliente", nesta quinta-feira (5), às 10h. O encontro reunirá especialistas e executivos para discutir a importância da diversificação das fontes energéticas em um cenário de crescimento das renováveis e de mudanças no perfil de consumo de energia no Brasil.
Otimismo do comércio
Na esteira do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) que em fevereiro alcançou 104,7 pontos após o ajuste sazonal, atingindo seu maior patamar desde julho do ano passado, o Índice de Consumo das Famílias (ICF) elaborado pela Confederação e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) registrou 101,6 pontos, 2% a mais quando comparado a janeiro de 2026. O índice ficou brevemente acima do limite de 100 pontos que distingue o pessimismo do otimismo.
Walter Schalka
O presidente da FIEPE, Bruno Veloso, recebe Walter Schalka, um dos executivos mais respeitados da indústria brasileira, que estará no Recife nos dias 16 e 17, num encontro na Casa da Indústria com empresários locais.
RCB 25 anos
No próximo dia 11, no Restaurante Catamaran, no Cais de Santa Rita, tem a solenidade de comemoração dos 25 anos do Recife Convention & Visitor Bureau, uma das primeiras entidades do setor criadas no Nordeste por iniciativas empresariais inspiradas nas experiências internacionais. Às 18h.
SPC Brasil
O presidente nacional do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Roque Pellizzaro Júnior estará em Caruaru, nesta terça-feira (03). Participar de encontro na Câmara de Dirigentes Lojistas local a convite do presidente da CDL Caruaru, Rossini Batista, com diretores da entidade, associados e empresários do comércio.
Achievement 1 milhão
A rede Junior Achievement no Brasil alcançou a marca de 1.003,660 milhões de experiências de aprendizagem realizadas em um único ano, alcançada em 2025, com um aumento de 3,7% em relação a 2024. Em Pernambuco, o resultado foi de 11 mil experiências. Em Pernambuco, a JA conta com o apoio de empresas como Da Fonte Advogados, Gerdau, Green Paperlers, Grupo Iquine, Grupo Moura, Hub Nogueira, TPF Engenharia, IAMAR, Sebrae PE e Secretaria de Educação do Estado.
Câncer colorretal
A fachada do Complexo Porto Novo Recife, o Recife Expo Center, estará de azul-escuro neste mês de março, apoiando a conscientização sobre o câncer colorretal, reforçando seu compromisso social ao iluminar sua fachada de azul-escuro neste mês de março, apoiando a conscientização sobre o câncer colorretal.
Sal e Brasa Riomar
O Grupo Sal e Brasa abre sua sexta unidade na cidade de Fortaleza (CE), no Shopping RioMar Kennedy. O modelo Grill Express combina a tradição do churrasco de qualidade com a agilidade exigida pelo público de shoppings. O diferencial competitivo reside na entrega de cortes selecionados e acompanhamentos com padrão de restaurante full service, mas adaptados ao fluxo dinâmico da praça de alimentação.