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Brasil tem produção recorde de petróleo e gás em 2025 com pré-Sal se consolidando como a maior área de produção do hemisfério Sul

Campo de Tupi, responsável por 21,36% da produção marítima de petróleo no ano de 2025 enquanto a produção no campo de Búzios aumentou 17,84%.

Por Fernando Castilho Publicado em 02/02/2026 às 11:30

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Em 2025, a produção média anual de petróleo foi de 3,770 milhões de barris/dia, alcançando o valor recorde histórico. A produção de gás natural no ano de 2025 atingiu a média anual de 179 milhões de metros cúbicos/dia, também alcançando o recorde histórico de produção.

Com isso, a produção de petróleo e gás natural atingiu a marca de 4,897 milhões de barris de óleo equivalente/dia, cerca de 12,7% a mais do recorde alcançado em 2023, que foi de 4,344 milhões de barris de óleo equivalente/dia.

No ano passado, a maior parte da produção foi proveniente de reservatórios do pré-sal, que representa, em média, 79,63% da produção nacional, em óleo equivalente. Já as produções do pós-sal e terrestre representam, em média, 15,45% e 4,92%, respectivamente, do total produzido no país, também em óleo equivalente. O gráfico abaixo relaciona a variação anual da produção, por ambiente, desde 2015.

Em 2025, a produção de petróleo e gás natural, em óleo equivalente, proveniente dos campos terrestres, foi 5,24% superior à de 2024 e, comparando com 2015, houve uma redução de 25,72%. Em relação ao ambiente pós-sal, a produção de 2025 foi 6,78% superior à de 2024 e 57,62% inferior à de 2015. Já no ambiente pré-sal, a produção de 2025 superou a de 2024 em 15,25% e a de 2015 em aproximadamente 4 vezes.

O campo de Tupi foi responsável por 21,36% da produção marítima de petróleo no ano de 2025, tendo um acréscimo de cerca de 1% em relação ao ano de 2024. Em 2025, a produção de petróleo do campo de Búzios aumentou 17,84% em relação ao ano de 2024, representando 20,47% da produção marítima.

O campo de Carmópolis foi responsável por 9,3% da produção nacional de petróleo em terra e o campo de Canto do Amaro representou 7,28% dessa mesma produção no ano de 2025. Em 2025, o Estado do Rio de Janeiro ampliou a sua participação na produção nacional de petróleo em 0,77 ponto percentual em relação a 2024. A Tabela abaixo descreve a variação das participações dos Estados na produção nacional de petróleo nos últimos 5 anos.

Em relação à produção de gás natural, no ano de 2025, o Estado do Rio de Janeiro se manteve na 1ª posição, com participação de 76,90% na produção nacional, 2,36 pontos percentuais acima da participação observada no ano anterior. Os Estados do Amazonas e de São Paulo seguem nas 2ª e 3ª posições, com participações de 7,87% e 6,02%, respectivamente, na produção nacional.

Também no ano passado, a Bacia de Santos segue na liderança da produção nacional de petróleo, com 77,79% de participação, com o aumento de 0,84 pontos percentuais em relação a 2024. Já a Bacia de Campos segue na 2ª posição, com participação de 19,67% na produção nacional, um decréscimo de 0,60 pontos percentuais em relação a 2024.

Divulgação
- Divulgação

A Bacia de Santos segue igualmente na liderança da produção nacional de gás natural, com 77,72% de participação, aumento de 0,55 ponto percentual em relação a 2024. As Bacias de Campos e de Solimões seguem na 2ª e 3ª posições, com participação de 7,75% e 7,51%, respectivamente, na produção nacional.

O Boletim da Produção de Petróleo e Gás Natural tem como objetivo fornecer informações mensalmente atualizadas sobre a produção brasileira extraída de reservatórios portadores de hidrocarbonetos.
Nele constam dados de 268 áreas, sendo 249 produtoras, 6 áreas de concessão, de cessão onerosa e 11 de partilha de produção, operadas por empresas, que foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 69 são áreas marítimas e terrestres.

Vale ressaltar que, do total das 20 áreas produtoras, 199 são relativas a contratos de áreas terrestres licitadas como Acumulações Marginais.

A produção de petróleo e gás natural no Brasil foi de aproximadamente 4.015 MMbbl/d (milhões de barris por dia) e 194.327 m³/d, respectivamente, totalizando 5,237 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia).

PETROBRAS / DIVULGAÇÃO
Poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira - PETROBRAS / DIVULGAÇÃO

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