JC Negócios | Notícia

Presidente do STF, Fachin não tinha outra coisa a fazer senão defender o poder Judiciário que Toffoli se esforça em macular a reputação

Exagero é afirmar que quem tenta desmoralizar o STF está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito. Não está.

Por Fernando Castilho Publicado em 24/01/2026 às 0:05

Clique aqui e escute a matéria

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, assina uma nota de quatro mil caracteres onde afirma que a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição atuando na regular supervisão judicial, “como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI”, como o nome do colega grafado em letras maiúsculas.

O texto do ministro certamente decepcionou magistrados, juristas, operadores do direito e parte da opinião pública que acompanha estupefata a revelação de movimentos do juiz relator do Caso Máster no STF que desejavam um texto mais duro do presidente da Corte Suprema depois de tudo saiu do noticiário político e entrou no noticiário policial, colocado quando Dias Toffoli decidiu - no recesso judiciário - transformar a sede da instituição numa delegacia de polícia.

Estado de direito

Edson Fachin exagerou quando afirmou que “quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito”.

Ninguém está atacando o Estado de direito. O noticiário não coloca em xeque a estrutura de nossa democracia. O noticiário revela as ações equivocadas de um dos integrantes do colegiado e seus movimentos fora do expediente de trabalho na companhia de personagens que deveriam investigar.

Nota questionável

Mas é preciso não perder de vista que, a despeito dos termos questionáveis da nota por ele assinada, Luiz Edson Fachin não tinha outra atitude a tomar senão a de defender a casa. A mesma que em 8 de janeiro de 2023 foi atacada por vândalos na sua sede física e teve que ser restaurada logo a seguir.

Ele tinha que fazer isso, como o fez a ministra Rosa Weber quando reabriu as portas do edifício desenhado por Oscar Niemeyer. Essa era a única coisa que poderia fazer.

Imaginemos o que sobraria do STF se Edson Fachin acusasse publicamente o seu colega de estar - como está fazendo – de denegrir a imagem do poder máximo do judiciário. Ou como ficaria a República que o chefe da Suprema Corte acusasse, em público, seu colega de ter na condução do inquérito do Máster uma atuação equivocada e de ter se comportado - como tem sido revelado pela Imprensa - como um frequentador diferencial de um resort de luxo?

ROSINEI COUTINHO/SCO/STF
Ministro Dias Toffoli prorroga inquérito do caso Master - ROSINEI COUTINHO/SCO/STF

Causou frustração

É importante, a despeito de toda a frustração que se possa ter com uma não reprimenda pública, que o presidente do STF não pode e nem poderá tomar certas atitudes que no limite, ajudaria a transformá-lo num bedel de escola pública ou num corregedor de um tribunal. Esse gesto não cabe ao seu cargo, ainda que perante muita gente devesse ser o recomendável.

O ministro lembra que “eventuais vícios ou irregularidades alegados serão examinados nos termos regimentais e processuais” e diz que “questões tais têm rito próprio e serão apreciadas pelo colegiado com a seriedade que merecem”.

Não vai cobrar

Esse é mais um dos pontos que são questionáveis na sua missiva. Afinal, é muito difícil se imaginar que em algum momento os demais ministros vão numa sessão pública criticar e advertir Dias Toffoli pelo que está fazendo na condução desse inquérito (embora o STF não seja o fórum adequado para ser delegacia) e criticá-lo na sala de julgamento pelo uso de aviões e helicópteros de pessoas com elevado por aquisitivo que com se sabe agora ele recebeu no resort de luxo.

Não há essa perspectiva de o colegiado apreciar essas questões “com a seriedade que merecem”. Edson Fachin sabe melhor do que ninguém que isso não vai acontecer. Mas esse é seu papel de defender Toffoli, ainda que esteja pagando caro.

Constrangimento

O gesto do presidente do STF se insere naquelas obrigações que, a despeito do enorme constrangimento, precisam ser feitas. E ele sabe que cada palavra que colocou na sua nota terá um forte peso no julgamento que a História fará de sua passagem pelo STF.

Por isso, apesar da enorme frustração que milhões de cidadãos possam ter com a atitude do ministro presidente da Suprema Corte Brasileira, é preciso entender que ele não tinha outra atitude a tomar senão a que tomou. O equívoco está em achar que ele está a serviço das atitudes de Antonio Dias Toffoli.

Voluntarismo

Claro que alguns colegas podem achar que, de fato, o STF está sendo atacado assim como o estado de direito. Não está. E achar isso é um enorme equívoco. O ministro Dias Toffoli, por voluntarismo próprio e atuando num período em que seus demais colegas não estavam em Brasília, decidiu - por sua conta e risco - se colocar numa posição de delegado de polícia, transformar a sede do STF numa sala de depoimentos e assumir atribuições que institucionalmente não deveria. Ele é o senhor de suas decisões e a História o cobrará por isso.

Luiz Edson Fachin sabe o custo de ter que defender o STF e, por consequência, Antonio Dias Toffoli. Mas ele precisava assinar a nota que assinou. O que certamente lhe causou um enorme desconforto. Até porque sabe que ela não encerrará a questão.

Divulgação
Complexo Fotovoltaico Arapuá, localizado na cidade de Jaguaruana, no Vale do Jaguaribe, no Ceará. - Divulgação

Kroma no Ceará

A ANEEL autorizou o início da operação em testes do Complexo Solar Arapuá, em Jaguaruana, no Vale do Jaguaribe, no Ceará. O empreendimento, desenvolvido pela pernambucana Kroma Energia, reúne quatro usinas fotovoltaicas e soma 248 MWp de capacidade instalada, com investimento estimado em R$800 milhões.

A autorização marca a conclusão das obras e permite a fase de energização e verificação técnica antes da entrada em operação comercial. Com previsão de geração anual de cerca de 537 GWh, o complexo tem potencial para atender o consumo equivalente a aproximadamente 290 mil residências.

Instalado em uma área de 1.094 hectares, o projeto integra o portfólio de geração centralizada da Kroma, que vem ampliando sua presença no setor em um momento de maior seletividade do mercado de energia renovável no país.

Vin Club Premiere

Liderado pelo empresário, empreendedor e investidor em Gravatá, Guilherme Guerra, sócio-fundador da GMG Premiere, a um de seus projetos mais ousados: O Vin Club Premiere, um terroir em Gravatá, que reúne luxo no campo e experiências que unem gastronomia, arquitetura e bem-viver, está ganhando musculatura com a chegada de mais gente.

Wagner Mendes se junta ao enólogo português e curador do projeto, Paulo Laureano, como sócio no projeto que reflete um importante modelo de clube aberto para apreciadores de vinho, que estarão recebendo mensalmente sugestões de rótulos, encontros de network, harmonizações junto com Chefs de Cozinha, participação dos sócios em grupos de viagens a destinos do trade.

Empréstimo 60+

Uma pesquisa feita pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, revelou que 5 em cada 10 aposentados já precisaram recorrer ao crédito para pagar despesas, enquanto 35% costumam buscar crédito especificamente para cobrir gastos considerados essenciais.

O levantamento confirma a tese de que aposentadoria ainda não representa estabilidade financeira para os brasileiros que deixam de trabalhar, até porque dados do INSS revelam que 60% dos aposentados continuam trabalhando; na pesquisa 33% enfrentam dificuldades para manter as contas básicas em dia, embora 65% tenham declarado que fizeram algum planejamento financeiro para essa fase da vida.

Mercado figital

A Amazon vai construir uma megaloja de 21.300 m2 na região de Chicago, um movimento que sinaliza uma virada importante na estratégia da companhia saindo do digital puro para disputar volume no varejo físico, em confronto direto com redes de supermercados.

Embora seja líder no e-commerce, a Amazon viu que 93% dos clientes Prime compram regularmente no Walmart e que 84% das vendas no varejo americano ainda acontecem em lojas físicas. Especialistas já falam que o retorno das megastores será a nova estratégia de crescimento.

Usado mais caro

O mercado de carros usados ou seminovos nunca esteve tão bom. Em 2025 ele bateu recorde histórico no Brasil superando a marca de 18,5 milhões de transferências, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, comparando os 2,547 milhões de carros novos de acordo com dados da Fenabrave.

O avanço é sustentado principalmente pela busca por custo-benefício e pela maior oferta de modelos com poucos anos de uso, revisados e com procedência garantida. Além disso, a diferença de preço entre um carro novo e um seminovo equivalente segue relevante, o que pesa na decisão de compra. Um sedan 2020 usado pode custar cerca de 40 % a 60 % menos do que um zero km.

Divulgação
Primeira carga de mercadorias transportadas pela ferrovia Transnordestina, com 20 vagões transportando milho. - Divulgação

Transnordestina

A ferrovia Transnordestina, emitiu sua primeira nota fiscal na sexta-feira (16) da semana passada 20 vagões transportando milho foram levados para a alimentação animal da Tijuca Alimentos, especializada na venda de frango, ovo e queijos em alguns Estados do Nordeste para a fábrica de ração da Unidade de Beberibe da empresa no total de 1.000 toneladas de milho, vindo direto de Simplício Mendes, município do Piauí até o município de Iguatu, no Ceará.

Imóvel no Recife

O Recife encerrou 2025 com expressiva valorização de 24,71% na comercialização de imóveis, uma das mais elevadas do país. O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R Abecip) encerrou 2025 com valorização acumulada de 18,64%, a maior variação anual desde o início da série histórica, em 2016.

Sete das dez capitais analisadas apresentaram variações mais intensas em dezembro, reforçando o caráter amplo do movimento de valorização dos imóveis residenciais ao longo do ano. Brasília, com valorização acumulada de 27,11%, é o maior patamar de toda a série histórica do IGMI-R.

Empregabilidade

Um projeto de formação de mão de obra desenvolvido pela Construtora Carrilho, em parceria com o Instituto Joaquim Correia, tem contribuído para a qualificação profissional e o fortalecimento da empregabilidade na construção civil, um cenário marcado pela baixa formalização, envelhecimento da força de trabalho e pouca renovação de profissionais.

O projeto também promove impacto social nas comunidades do entorno dos empreendimentos da empresa. Dados da CNI mostram que o país precisará qualificar cerca de 1,4 milhão de trabalhadores até 2027.

Compartilhe

Tags