Para quem achou ruim tarifaço de 10% de Trump, medo agora é inundação de asiáticos com taxação muito maior
Brasil não deseja retaliar e entrar numa briga num mercado de US$31,6 bilhões. E onde 13 dos 20 itens mais vendidos vão para os Estados Unidos.

Quando saiu a taxação de 10% do governo americano, com o Brasil sendo punido com 10% nas vendas, os empresários brasileiros reclamaram, fizeram articulações para uma tomada de posição governamental que resultou na aprovação de uma nova lei em tempo recorde, mas tendo o cuidado de não aplicá-la imediatamente.
Queixa na OMC
O discurso oficial era de manter as conversas (embora todo mundo sabendo que os americanos não estão inclinados a conceder nenhuma mudança) e publicamente ameaçando ir à Organização Mundial do Commercio (OMC). No fundo, o Brasil está dizendo. Olha 10% é muito ruim, mas a gente se organiza e vai tocar a vida. Não é o que a gente quer, mas deixa a gente quieto.
Os problemas começaram quando vieram as primeiras reações de como os 10 países asiáticos (que forma a) iria reagir à maior parte sem ter como fez a China de bancar uma reciprocidade de 34%. Porque todo mundo sabe que o chinês não fica parado. Ele se adapta e se amolda ao mercado desde que não perca a venda.
Manter a venda
No primeiro governo Trump quando eles sofreram as primeiras taxações eles começaram a despachar a sobra do aço e derivados para dezenas de países reequilibrando a venda geral. Os fabricantes de aço foram ao governo Lula e arrancaram uma taxação de 25% para os produtos chineses. O setor siderúrgico sempre teve acesso direto ao governo e aos ministérios e não foi difícil obter a taxação.
O que o setor não contava era que sem poder vender o aço para as indústrias processadoras os chineses começaram a mandar as máquinas prontas atingindo em cheio a indústria nacional. Ou seja, já que não posso vender o aço para vocês fabricarem máquinas eu mando as máquinas prontas.
A Abimaq reclamou, protestou e abriu uma guerra contra as siderúrgicas, mas o Governo Lula preferiu prestigiar o setor siderúrgico.
Sobrar para o resto
Agora, quando a China diz que vai para a briga com os americanos, o temor dos empresários brasileiros é o de que os asiáticos repliquem o comportamento da China e inundam os mercados ao redor do mundo oferecendo a produção que os americanos não vão comprar com uma taxação que chega a 46%.
Para se ter uma ideia do impacto das medidas de Trump na Ásia basta dizer que Vietnã (22,4%) , Tailândia (9,4%) e Malásia (8,9%) se tornaram países fortemente exportadores. E eles foram os mais punidos.
Então eles vão procurar mercados. Eles não têm o poder de aprovar reciprocidade contras os americanos.E sabem que o melhor é aplicar o modelo chinês na América Latina.
Lá vem o Vietnã
Pela tabela de retaliação do governo americano, o Vietnã que aplica 90%, vai receber em troca 46% de taxação; a Tailândia (72%) terá que pagar 36%. A Malásia (47%) terá mais 24%. Entretanto os demais países da Associação das Nações do Sudeste Asiático também serão punidos. Cambodja, Filipinas e Singapura com 10% , enquanto a Indonésia que aplica 64% nas importações receberá uma taxação de 32%.
Esse novo cenário fatalmente fará esses países que têm produtos bastante competitivos buscarem novos mercados para reduzir as perdas de vendas, o que coloca o Brasil na linha direta na América Latina pelo tamanho da economia.
Maior cliente
Dados da Confederação Nacional da Indústria mostram que, somente em 2024, foram exportados US$31,6 bilhões aos EUA. Além disso, dos 20 itens mais vendidos pelo Brasil no exterior, os EUA são os principais compradores de 13 deles. Não dá para bater de frente e correr o risco de perder isso.
Alguns analistas avaliam que a nossa relação com a China numa hora dessas, se não nos salva, nos protege. Até porque de certa forma, a economia brasileira é muito complementar à da China, que é um mercado incrível para o Brasil. Mas numa guerra com os Estados Unidos os chineses manteriam esse comportamento colaborativo?
A China pode
Quando a China retaliar os Estados Unidos e anunciar que vai adotar uma tarifa de 34% sobre todas as importações americanas a partir de 10 de abril ela define um espaço já que 34% é exatamente o mesmo patamar anunciado nesta semana pelo presidente americano, Donald Trump.
Mas a questão continua: os chineses podem ir para o embate e assumir as consequências. O problema é que essas consequências não se refletem apenas nas vendas para os Estados Unidos. Elas tendem a se espalhar por diversos países, inclusive o Brasil.
O Brasil não
Outra coisa que chamou atenção foi que a China esperou apenas três dias para anunciar que vai retaliar. Como não se sabia como seria essa taxação, parece claro que Pequim já estava preparado para lançar mão de sua munição comercial.
E sua habilidade de mostrar que vai fazer mostra que trabalhavam, com alto nível de planejamento e um conjunto de respostas apropriadas para atingir os Estados Unidos. Enquanto espalham seus produtos pelo mundo.
Empresários reagem a ataque da Alepe
O grupo de entidades lideradas pela Federação das Indústrias de Pernambuco enviou um sinal muito claro de sua insatisfação com o ataque que a Assembleia Legislativa tenta perpetrar contra o dinheiro do contribuinte.
Numa dura nota aos senhores deputados os empresários deixam muito claro que o setor produtivo pernambucano, manifesta preocupação com a proposta em debate, que acarretará, a curtíssimo prazo, na elevação da parcela de recursos públicos cuja aplicação será definida de forma fragmentada, implicando n a diluição de parte da capacidade de investimento do Governo do Estado.
O nome de apoia
E lembram que igualmente é fundamental o equilíbrio institucional entre os Poderes, com resguardo da eficiência do gasto público, fundada na responsabilidade fiscal e na preservação de espaços orçamentários para políticas públicas abrangentes de médio e longo prazo que garantam recursos para investimentos estruturantes, fundamentais para o crescimento econômico.
Os deputados, portanto, só avançam nessa ação absurda se desejarem prestar esse desserviço ao estado. Sabendo que a sociedade vai cobrar publicamente o comportamento divulgando o nome de cada um deles.
Novo leilão
Prevaleceu a posição da Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres) que desde o início da confusão defendeu que a melhor solução era reescrever o edital
Nesta sexta-feira o Ministério de Minas e Energia cancelou o Leilão de Reserva de Capacidade marcado para 27 de junho. A proposta é recomeçar “do zero”, com nova Consulta Pública e redefinindo as diretrizes do novo leilão. No fundo é possível que se ganhe mais tempo do que esperar pelos prazos da justiça.
Milionários
O prazo para a entrega da Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) se encerra neste sábado (5). Pessoas físicas e jurídicas residentes no Brasil que possuíam acima de US$1 milhão em ativos no exterior devem enviar a declaração até hoje. A CBE é uma exigência do Banco Central do Brasil para residentes no país que possuem bens e valores no exterior. A declaração anual é necessária para quem possuía, em 31 de dezembro de 2024, ativos superiores a US$1 milhão.
Shoulder Recife
A Shoulder, uma das maiores marcas do Brasil é referência em moda feminina, acaba de inaugurar a sua loja no RioMar Recife. Essa é a primeira unidade de Pernambuco a apresentar a nova identidade de loja segundo a diretora criativa da Shoulder, Monique Majtlis, que recebeu clientes e convidados em um evento especial na última quinta-feira (3). O projeto é assinado pela arquiteta Renata Gaia em parceria com o escritório DEA Design.
Quadro solar
Na próxima quinta-feira (10), a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica recebe, em São Paulo (SP), especialistas, empresários e autoridades públicas para um debate sobre os desafios legais e regulatórios a partir da maior abertura do Mercado Livre de energia, bem como o papel da fonte solar na transição energética.
MCMV Faixa 4
O governo raspou seu próprio Caixa para criar a Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que será destinada a famílias de classe média, com renda mensal entre R$8 mil e R$12 mil. Os recursos virão do Fundo Social do Pré-Sal e da Caixa Econômica Federal. A criação dessa faixa visa atrair novos beneficiários, aquecer ainda mais o mercado imobiliário e gerar mais oportunidades de moradia no país. Mas a reação dentro do governo não foi unânime. Não ficou claro o objetivo do governo para essa nova faixa quando as necessidades maiores estão na faixa 2 e 3, cujo imóveis chegam a R$350 mil.
Acesso à saúde
A Iniciativa FIS, maior ecossistema de saúde da América Latina, realiza nesta segunda(7), no Porto Digital, o Fórum Inovação Saúde. O encontro vai reunir lideranças para debater maior acesso à saúde pública e privada no Norte e Nordeste, com paineis abordando temas como Inteligência Artificial.