Porto Digital leva desafios de empresas para formação de estudantes em nove instituições

Residência Tecnológica atende cerca de 4 mil alunos e 100 empresas no segundo semestre de 2026 e já avança para outros estados do Brasil

Por Eduardo Scofi Publicado em 31/08/2026 às 11:36

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O Porto Digital consolidou a Residência Tecnológica, modelo que coloca estudantes em contato com desafios reais de empresas durante a graduação, como um método aplicável de ensino. No segundo semestre de 2026, a iniciativa está presente em nove instituições, distribuída por cinco cursos, com cerca de 4 mil alunos e 100 empresas participantes.

A proposta surgiu em 2019, quando o parque tecnológico identificou um descompasso entre a quantidade de vagas disponíveis no ecossistema e a formação de profissionais para ocupá-las. Naquele período, as empresas registravam cerca de 3 mil vagas por ano, enquanto as instituições formavam aproximadamente 500 pessoas.

Residência virou disciplina obrigatória

Na metodologia, estudantes trabalham em grupos de oito a dez integrantes, acompanhados por um mentor contratado pelo Porto Digital e por um representante da empresa parceira. Os projetos são adaptados ao nível de conhecimento dos alunos e desenvolvidos a partir de problemas reais apresentados pelas organizações.

Um dos principais diferenciais do modelo foi a transformação da residência em disciplina obrigatória, com professor, avaliação e nota ao longo do curso. Segundo Rodrigo Pereira, gerente de Educação do Porto Digital, a mudança permitiu ampliar o alcance da iniciativa dentro das instituições.

“A Residência só virou a chave quando conseguimos pleitear com as universidades e faculdades o espaço de uma disciplina", afirma o gerente.

Modelo já chegou a outros estados

No Recife, a iniciativa conta com o apoio do Embarque Digital, programa da Prefeitura voltado à formação de estudantes da rede pública em faculdades parceiras. A metodologia também foi levada para a Universidade Tiradentes, em Aracaju (SE), e para a Universidade Católica de Brasília.

Para a analista de sistemas e ex-residente do programa, Clarice Rodrigues, a experiência permitiu conhecer novas vertentes da tecnologia e se conectar com profissionais que buscavam unir inovação e bem-estar. “A Residência despertou em mim um olhar atento sobre como a tecnologia pode realmente mudar realidades de diversas formas, algo que eu não imaginava antes do programa.”

Segundo o Porto Digital, a expansão deve continuar em regiões onde já existe estrutura para receber novos polos de inovação.

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Eduardo Scofi

efilho@jc.com.br

Estudante de Jornalismo pela UFPE, com formações anteriores em Ciências Biológicas (UFRPE) e Análise e Desenvolvimento de Sistemas (SENAC). Tem construído uma trajetória multidisciplinar que integra comunicação, ciência e tecnologia, com foco na produção de conteúdo relevante, acessível e inovador. https://www.linkedin.com/in/eduardoscofi