Instituto abre inscrições para oficinas gratuitas de arte e robótica no Recife; veja como participar
O Instituto MeMaker desenvolve uma metodologia que combina expressão criativa e tecnologia como ferramentas para o desenvolvimento humano
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O Instituto MeMaker está com inscrições abertas para o projeto TechnoMaker 2026, iniciativa voltada a despertar o interesse de adolescentes e jovens pela tecnologia e pela arte. As oficinas gratuitas de expressão criativa, com atividades de arte e introdução à robótica, ocorrem presencialmente no iJCPM, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife.
A formação tem carga horária de 30 horas, distribuídas em dez encontros de três horas, com lanche incluso. As aulas já iniciam nesta quarta-feira (12) e seguem até 10 de setembro, sempre às quartas e quintas-feiras, das 19h às 22h.
Para participar é necessário ter entre 16 e 20 anos e ser morador do Pina ou de Brasília Teimosa. As inscrições são obrigatórias e os interessados devem preencher um formulário digital: https://acesse.one/qxqe80n.
Os participantes selecionados serão informados por e-mail e/ou WhatsApp. O espaço conta com acessibilidade para pessoas com deficiência, tanto nas instalações quanto nas atividades.
O TechnoMaker 2026 é uma realização do Instituto MeMaker, com patrocínio da Deloitte por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Mais informações podem ser obtidas pelo Instagram @institutomemaker e pelo e-mail coordenacao@institutomemaker.org.br.
Tecnologia como ferramenta de transformação
Há quase uma década, o Instituto MeMaker desenvolve uma metodologia que combina expressão criativa e tecnologia como ferramentas para o desenvolvimento humano. Além de atividades de programação, inglês e robótica, a organização busca preparar adolescentes e jovens para novas possibilidades no mercado de trabalho, na universidade e em experiências internacionais.
Ezequiel Lopes, de 27 anos, que conheceu o MeMaker em 2019, participou de cursos de inglês e desenvolvimento de chatbots, formação que contribuiu para sua primeira oportunidade profissional na área de tecnologia. Depois, ingressou no curso de Engenharia da Computação, conquistou um intercâmbio em Malta para aperfeiçoar o inglês e passou por quatro empresas de tecnologia, duas delas multinacionais.
"O projeto mudou completamente a minha perspectiva de vida. Tudo o que conquistei começou naquele primeiro contato com a robótica e com a programação. Hoje faço questão de continuar próximo, acompanhando as novas turmas e ajudando outros jovens a acreditarem que eles também podem chegar longe", afirma.
Outra trajetória é a de Matheus Armando, também de 27 anos. Antes de iniciar a formação no Instituto MeMaker, ele vivia em um contexto de extrema vulnerabilidade social. Mesmo diante das dificuldades, continuou estudando e encontrou no instituto uma oportunidade para mudar sua trajetória.
Para a fundadora do Instituto MeMaker, Monica Bouqvar, acompanhar a evolução dos ex-alunos é um dos principais resultados do trabalho desenvolvido pela organização.
"Cada jovem que chega ao MeMaker traz consigo uma história, um sonho e, muitas vezes, desafios que parecem intransponíveis. Ver esses meninos e meninas ocupando universidades, empresas, salas de aula e até outros países é profundamente emocionante", disse.
"O que fazemos aqui vai muito além do ensino da tecnologia. Nós ajudamos a despertar talentos, fortalecer a autoestima e mostrar que eles podem sonhar alto. Quando um ex-aluno volta para inspirar uma nova geração, tenho a certeza de que estamos construindo um ciclo de transformação que muda famílias, comunidades e futuros", afirmou Monica.