JC Educação: Estudo revela impacto econômico do Ensino Médio Integral; confira os destaques

O JC Educação também destaca: inscrições para revista científica com projetos de estudantes do ensino médio e parceria da FPS com a OPAS/OMS

Por Mirella Araújo Publicado em 03/08/2026 às 12:30 | Atualizado em 03/08/2026 às 14:41

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Estudo aponta impacto econômico do Ensino Médio Integral

Um estudo sobre o Ensino Médio Integral (EMI) no Brasil indica que a política pública apresenta uma relação custo-benefício positiva, com retornos de até R$ 3,49 para cada R$ 1 investido, dependendo do cenário de expansão e eficiência analisado.

Elaborada pelos pesquisadores Natália Marchi, Enlinson Mattos e Vladimir Ponczek, da área de economia e avaliação de políticas públicas, em parceria com o Instituto Natura, a pesquisa analisou dados de egressos da rede pública de Pernambuco, estado pioneiro na adoção da educação integral.

O estudo revela que o retorno econômico não vem apenas da melhoria da aprendizagem, mas de um ganho triplo que gera um efeito contínuo na trajetória do jovem. Entre os ganhos diretos, o levantamento aponta um aumento médio de R$ 172,00 na renda mensal e elevação de três pontos percentuais na taxa de emprego entre jovens do EMI. Já os efeitos indiretos incluem um avanço no aprendizado equivalente a 0,1 desvio padrão — indicador estatístico que aponta uma melhora relevante no desempenho médio dos estudantes —, redução da evasão escolar em 4,8 pontos percentuais e um crescimento de 8,8 pontos percentuais na trajetória do ensino superior.

Para Vladimir Ponczek, um dos pesquisadores, os resultados educacionais têm impacto na trajetória profissional e econômica dos jovens. “O aluno se torna um profissional mais qualificado, com salários maiores e maior poder de consumo, contribuindo de forma mais robusta para a economia. No cenário mais otimista do estudo, a soma desse ‘benefício econômico’ ao longo da vida do egresso chega a quase três vezes e meia o valor investido pelo Estado”, explica.

Para Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil, os dados reforçam a importância da educação integral para o desenvolvimento do país. “O Ensino Médio Integral é uma política inegociável para o desenvolvimento do nosso país e há evidências suficientes para colocá-lo no centro da estratégia educacional”, destaca.

Revista científica recebe pesquisas de estudantes do ensino médio

Estudantes do ensino médio de escolas públicas e privadas de todo o Brasil têm até esta sexta-feira (7) para submeter pesquisas à segunda edição da Revista Pulsar, voltada à publicação de produções desenvolvidas por alunos da educação básica. 

O periódico, que nasceu em Belém (PA) e foi idealizado pelo Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, busca incentivar a cultura da investigação, da escrita científica e da divulgação do conhecimento ainda durante a educação básica, aproximando os jovens do universo da produção científica e adotando critérios editoriais semelhantes aos de revistas acadêmicas.

Professores também podem participar das submissões como autores ou coautores dos trabalhos. Serão aceitos artigos científicos, relatos de experiência e produções interdisciplinares inéditas relacionados aos eixos Educação e Inclusão; Ciência e Tecnologias; e Escola, Família e Rede de Apoio.

Lançada em maio deste ano, a primeira edição da Revista Pulsar reuniu cerca de 40 estudantes autores e publicou nove artigos científicos, disponíveis gratuitamente em formato digital. A segunda edição tem publicação prevista para 15 de dezembro de 2026.

FPS firma parceria com Organização Pan-Americana da Saúde

A Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) firmou uma parceria de cooperação técnica com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). O acordo estabelece um marco de colaboração entre as instituições para o desenvolvimento de programas acadêmicos, pesquisas aplicadas, formação docente e iniciativas voltadas à Educação Interprofissional.

A parceria também prevê ações para fortalecer a formação de profissionais da saúde e ampliar a prática colaborativa entre instituições de ensino, serviços de saúde e comunidades da região.

Segundo a FPS, a instituição tem consolidado práticas que integram ensino, pesquisa e extensão, com destaque para o PBL Interprofissional, os laboratórios de práticas e simulação e as experiências na Atenção Primária.

“Outro diferencial é o Centro de Atenção e Aprendizagem Interprofissional em Saúde (CAAIS), responsável por planejar, sistematizar, acompanhar e avaliar as ações de Educação Interprofissional, além de produzir evidências científicas que contribuem para o fortalecimento desse modelo de formação”, destacou a FPS.

 

Divulgação/FPS
Há 20 anos, a FPS trabalha com um modelo de formação integrado na Educação Interprofissional - Divulgação/FPS

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