Professor é demitido de universidade no Agreste de Pernambuco por assédio sexual
Homem foi desligado do quadro efetivo e não poderá ocupar cargos públicos pelos próximos cinco anos; universidade disponibiliza canais de denúncia
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Um professor efetivo da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, foi demitido após a Controladoria-Geral da União (CGU) concluir um processo administrativo disciplinar que apurou denúncias de condutas relacionadas a assédio sexual.
Wellington Romero Serafim Freire, professor dos cursos de Agronomia e Bacharelado em Ciência da Computação, teria feito abordagens de cunho sexual, intimidação e perseguição a professoras e estudantes, de acordo com o g1, que teve acesso ao inquérito.
A decisão consta na Portaria nº 1.709, publicada no Diário Oficial da União em 13 de julho. Conforme a publicação, além da demissão, o docente ficou impedido de ocupar cargo público federal pelo período de cinco anos.
Ligações, caronas e insinuações obscenas
O relatório final da comissão de inquérito da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), instituição à qual a unidade de Garanhuns era vinculada antes da criação da UFAPE reúne relatos de professoras, estudantes e testemunhas que atribuíram ao servidor supostas abordagens de cunho sexual, intimidação e perseguição.
A informação é do g1, que teve acesso ao documento. Entre os relatos citados estão ligações telefônicas com propostas de teor sexual, abordagens durante caronas, comentários e insinuações obscenas dirigidas a estudantes e supostos episódios de perseguição dentro do ambiente universitário.
Ao Jornal do Commercio, a Polícia Civil de Pernambuco informou que um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi instaurado e remetido à Justiça em 28 de janeiro de 2021. A corporação não informou detalhes sobre o procedimento.
Universidade se posiciona
Em nota, a UFAPE informou que os processos disciplinares seguem o devido processo legal, com garantia do contraditório e da ampla defesa, e que denúncias recebidas pelos canais institucionais são encaminhadas às instâncias responsáveis pela análise e adoção das medidas cabíveis.
A instituição destacou a criação da Corregedoria da Universidade, unidade responsável por coordenar e aperfeiçoar as atividades correcionais, além da atuação de órgãos como a Ouvidoria e comissões de acolhimento e de enfrentamento a assédios morais e sexuais.
Em publicação no perfil oficial do Instagram, a universidade destacou que ouve os estudantes e disponibilizou canais de denúncia. Na nota, reafirmou o compromisso com a promoção de um ambiente acadêmico e de trabalho pautado pelo respeito, integridade e enfrentamento de situações de assédio, discriminação ou violência.