Residentes do programa de residência em Primeira Infância cobram pagamento das bolsas ao Governo de Pernambuco

A Residência Intersetorial em Primeira Infância prevê duração de 12 meses e o pagamento de 12 bolsas aos profissionais selecionados

Por Mirella Araújo Publicado em 20/05/2026 às 12:09 | Atualizado em 20/05/2026 às 12:51

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Residentes vinculados ao Programa de Residência Intersetorial em Primeira Infância estão com bolsas atrasadas pelo Governo de Pernambuco.

Em contato com a coluna Enem e Educação, participantes da segunda turma da iniciativa informaram que apenas dois repasses foram realizados desde o início das atividades, referentes aos meses de outubro e novembro de 2025. Segundo os relatos, nenhum pagamento foi efetuado desde dezembro do ano passado.

A residência é executada por meio de convênio entre a Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco (SCJ), a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Escola de Governo da Administração Pública de Pernambuco (Egape). O programa prevê duração de 12 meses e o pagamento de 12 bolsas aos profissionais selecionados.

De acordo com a denúncia, a ausência dos repasses tem provocado dificuldades financeiras e impactos emocionais entre residentes e estagiários, já que o programa exige dedicação exclusiva. Eles afirmam ter buscado esclarecimentos junto à UPE, mas receberam a informação de que o Governo do Estado ainda não havia realizado os repasses necessários para regularizar os pagamentos.

Os participantes também relatam que o problema não atinge apenas a Residência Intersetorial em Primeira Infância, mas outros programas e estagiários vinculados à UPE.

Como funciona a Residência

Voltado à formação de profissionais de nível superior nas áreas de saúde, educação e assistência social, o programa busca capacitar técnicos e gestores para atuação em políticas públicas intersetoriais voltadas à Primeira Infância em Pernambuco.

Conforme o edital, a formação possui carga horária de 740 horas, distribuídas em 13 componentes curriculares na modalidade de Educação a Distância (EAD), além de 240 horas de atividades complementares e 120 horas destinadas à elaboração e execução de projetos de intervenção. Ao final do curso, há um encontro presencial para apresentação dos trabalhos desenvolvidos.

A duração prevista da residência é de outubro de 2025 a setembro de 2026, incluindo a conclusão dos créditos e a entrega do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Em outubro do ano passado, o Governo de Pernambuco anunciou a ampliação de 30 vagas no programa, que passou de 150 para 180 residentes em formação. À época, a gestão estadual informou que a iniciativa, considerada pioneira no país, passaria a atender 62 municípios pernambucanos.

A primeira turma do programa foi concluída em 2024, com a formação de 101 profissionais e a implementação de 53 projetos de intervenção em 44 municípios pernambucanos. 

Resposta da SCJ

Procurada pela coluna Enem e Educação,  Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco informou por nota, nesta terça-feira (19),  que o pagamento das bolsas dos residentes e estagiários vinculados ao Programa de Residência Intersetorial em Primeira Infância foi pausado em razão do impasse relacionado à aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Segundo a pasta, o processo já está em tramitação administrativa e a previsão é de que os pagamentos sejam efetuados nos próximos dias, sem especificar uma data. 

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