Leonardo Barchini assume o MEC no lugar de Camilo Santana
O novo ministro é servidor público federal há mais de 30 anos e integra a carreira de analista em Ciência e Tecnologia sênior da Capes
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Leonardo Barchini assume, a partir desta quinta-feira (2), o comando do Ministério da Educação (MEC). Até então secretário-executivo da pasta, cargo que ocupou entre agosto de 2023 e abril de 2026, Barchini foi nomeado ministro da Educação em substituição a Camilo Santana.
O agora ex-ministro, que estava licenciado do mandato de senador, deverá assumir a coordenação da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também atuar no apoio à campanha do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).
O novo ministro é servidor público federal há mais de 30 anos e integra a carreira de analista em Ciência e Tecnologia sênior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), auta
rquia vinculada ao MEC. Bacharel em Direito e mestre em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, Barchini tem ampla atuação na administração pública, especialmente em áreas ligadas à educação.
No MEC, antes de assumir a Secretaria-Executiva, também ocupou os cargos de secretário-executivo adjunto, em 2023; chefe de gabinete do ministro, de 2011 a 2012; chefe da Assessoria Internacional, de 2008 a 2011; e diretor de Programas, entre 2023 e 2024. Entre 2013 e 2016, foi secretário de Relações Internacionais e Federativas e chefe de gabinete do prefeito de São Paulo.
Despedida
Camilo Santana usou as redes sociais para se despedir do Ministério da Educação (MEC). “Hoje me despeço oficialmente do Ministério da Educação, honrado e grato pela missão que me foi confiada pelo presidente Lula”, escreveu.
Na sequência, Santana elencou uma série de ações realizadas à frente da pasta, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, no qual o país passou de 36% de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano, em 2021, para 66% em 2025, com R$ 1,52 bilhão investidos desde 2023.
“Enfrentamos a evasão escolar com o Pé-de-Meia, que oferece apoio financeiro de até R$ 9.200 para que os jovens permaneçam na escola e concluam o ensino médio. Em dois anos, o programa já beneficiou 5,6 milhões de estudantes, reduzindo pela metade o número de jovens que abandonam a escola”, disse.
O ex-ministro também destacou a aprovação do Sistema Nacional de Educação, que estabelece uma governança para integrar políticas educacionais e acompanhar, em tempo real, a trajetória dos estudantes, da creche à pós-graduação.
Além disso, mencionou a aprovação do novo Plano Nacional de Educação (2026-2036) no Congresso, que define metas para alfabetização na idade certa, expansão da educação integral, valorização docente, conectividade pedagógica e ampliação do financiamento da educação. Havia uma expectativa que no PNE fosse sancionado antes da saíde de Camilo Santana do MEC.
Última agenda
Nesta quarta-feira (1º), Camilo Santana participou, ao lado do presidente Lula, da inauguração do alojamento estudantil do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica no Ceará, referente à primeira etapa das obras da unidade, com investimento de R$ 75,8 milhões.
Durante a cerimônia, Santana afirmou que a chegada do ITA ao Nordeste é um sonho antigo e destacou a importância da iniciativa. “Preparar uma escola como essa não é só construir um prédio. Já temos o primeiro bloco de engenharia, com laboratórios e salas de aula, e toda a área da base aérea está passando por reforma. Haverá ainda uma terceira etapa, com novos blocos. Os investimentos já somam R$ 445 milhões, além da contratação de professores”, disse Santana, em sua última agenda sob o comando da pasta.
Ao considerar todas as etapas de implantação do novo campus, o investimento total do MEC no ITA Ceará poderá ultrapassar R$ 445,4 milhões. Desse montante, R$ 353,9 milhões são destinados para as obras de construção e expansão da infraestrutura, e R$ 91,2 milhões são voltados à aquisição de equipamentos de laboratório, mobiliário e estrutura operacional necessária para o funcionamento acadêmico da instituição.
*Com informações da Assessoria do MEC