Cursos de Medicina em Pernambuco são punidos pelo MEC após baixo desempenho em prova nacional

Instituições no Recife, Olinda e Jaboatão terão vagas reduzidas e enfrentarão restrições após desempenho insuficiente no Enamed 2025

Por Fagner Clemente Publicado em 17/03/2026 às 19:29 | Atualizado em 18/03/2026 às 12:38

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Com informações do Estadão Conteúdo

Cursos de Medicina em Pernambuco estão entre os que sofrerão sanções do Ministério da Educação (MEC) após desempenho considerado insuficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

De acordo com lista divulgada nesta terça-feira (17), instituições no Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes foram enquadradas em grupos com penalidades que incluem redução no número de vagas e restrições a programas federais.

Entre os cursos citados estão o Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), no Recife; a Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), em Olinda; e a Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes.

As três instituições aparecem no grupo de cursos com nota 2 e percentual de estudantes proficientes entre 40% e 50%. Nesses casos, o MEC determinou a redução de 25% das vagas ofertadas, além da suspensão de processos de ampliação e restrições ao acesso a programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o ProUni.

As medidas fazem parte de um conjunto de ações adotadas pela pasta para cursos que obtiveram notas 1 ou 2, que são consideradas insuficientes no exame.

Segundo o MEC, cerca de um terço dos cursos de Medicina do País apresentou desempenho abaixo do esperado no Enamed 2025.

Além das penalidades, as instituições passam a ser acompanhadas em processos de supervisão, podendo ter as medidas revistas, mantidas ou ampliadas conforme os resultados futuros.

O Enamed substituiu o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) para Medicina e passou a ser o principal indicador da qualidade da formação médica no Brasil.

Mudanças nas regras foram divulgadas após a prova

Segundo a Afya Faculdade de Ciências Médicas, a universidade foi surpreendida pela publicação das portarias, visto que ainda não recebeu retorno de todos seus recursos abertos no INEP, que podem alterar os resultados do ENAMED 2025. 

Eles também explicam que essa primeira versão do exame foi substancialmente prejudicada por mudanças e divulgação de regras promovidas pelo MEC somente após a aplicação da prova, fatos que serão avaliados em suas defesas administrativas e/ou judiciais. 

"Sem prejuízo das próximas etapas dessas supervisões, a prioridade da companhia já está direcionada para o Enamed 2026, com previsão de realização em setembro, na expectativa de que a Seres e o INEP contemplem no novo edital os ajustes metodológicos já apresentados nas interlocuções realizadas com as respectivas técnicas do MEC e do próprio INEP", ressalta a faculdade. 

 

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