Rede estadual de Pernambuco reduz presença de ultraprocessados na merenda
pasta afirmou ainda que permanece proibida a venda ou comercialização de produtos processados e ultraprocessados em qualquer ambiente escolar
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A Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) informou, nesta quinta-feira (12), que reduziu em 5 pontos percentuais o limite de alimentos processados e ultraprocessados na alimentação escolar oferecida aos estudantes da rede estadual.
O percentual, que antes era de 15%, passou para 10% em 2026, após revisão e adequação dos cardápios das unidades de ensino. A pasta afirmou ainda que permanece proibida a venda ou comercialização de produtos processados e ultraprocessados em qualquer ambiente escolar.
As mudanças seguem normas e diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), vinculado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
De acordo com a superintendente do Programa de Alimentação Escolar da SEE, Paula Darling, reduzir o consumo de ultraprocessados na escola é fundamental para cuidar da saúde dos estudantes.
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“A redução exigiu a reestruturação dos cardápios, com prioridade para alimentos in natura e minimamente processados, como frutas e hortaliças provenientes da agricultura familiar. O percentual mínimo de compras desses produtores também foi ampliado, passando de 30% para 45%. Essa medida contribui para promover hábitos alimentares mais saudáveis, prevenir doenças e melhorar a concentração e o desempenho escolar dos estudantes”, explicou.
Compras da agricultura familiar
Sobre a aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar, a SEE informou que, em 2025, executou 40% dos recursos, superando o mínimo obrigatório de 30% previsto pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
"O valor ultrapassa R$ 40 milhões e posiciona Pernambuco de forma estratégica para cumprir a nova exigência de 45% a partir de 2026", destacou a pasta.
A política também ampliou o número de agricultores beneficiados, passando de 1.196, em 2024, para 3.389, em 2025, além de ajustes logísticos, como a entrega quinzenal do mix caprino no Sertão, respeitando a cultura alimentar da região.