Rede estadual de Pernambuco reduz presença de ultraprocessados na merenda

pasta afirmou ainda que permanece proibida a venda ou comercialização de produtos processados e ultraprocessados em qualquer ambiente escolar

Por JC Publicado em 13/03/2026 às 11:53

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A Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) informou, nesta quinta-feira (12), que reduziu em 5 pontos percentuais o limite de alimentos processados e ultraprocessados na alimentação escolar oferecida aos estudantes da rede estadual.

O percentual, que antes era de 15%, passou para 10% em 2026, após revisão e adequação dos cardápios das unidades de ensino. A pasta afirmou ainda que permanece proibida a venda ou comercialização de produtos processados e ultraprocessados em qualquer ambiente escolar.

As mudanças seguem normas e diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), vinculado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

De acordo com a superintendente do Programa de Alimentação Escolar da SEE, Paula Darling, reduzir o consumo de ultraprocessados na escola é fundamental para cuidar da saúde dos estudantes.

“A redução exigiu a reestruturação dos cardápios, com prioridade para alimentos in natura e minimamente processados, como frutas e hortaliças provenientes da agricultura familiar. O percentual mínimo de compras desses produtores também foi ampliado, passando de 30% para 45%. Essa medida contribui para promover hábitos alimentares mais saudáveis, prevenir doenças e melhorar a concentração e o desempenho escolar dos estudantes”, explicou.

Compras da agricultura familiar

Sobre a aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar, a SEE informou que, em 2025, executou 40% dos recursos, superando o mínimo obrigatório de 30% previsto pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

"O valor ultrapassa R$ 40 milhões e posiciona Pernambuco de forma estratégica para cumprir a nova exigência de 45% a partir de 2026", destacou a pasta. 

A política também ampliou o número de agricultores beneficiados, passando de 1.196, em 2024, para 3.389, em 2025, além de ajustes logísticos, como a entrega quinzenal do mix caprino no Sertão, respeitando a cultura alimentar da região.

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