RUF 2025: Veja as 25 melhores universidades do Brasil e os destaques do Nordeste
O RUF 2025 avaliou 204 universidades brasileiras públicas e privadas com base em pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado
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O Ranking Universitário Folha (RUF) 2025, avaliação anual do ensino superior brasileiro feita pela Folha de S.Paulo, foi divulgado neste domingo (8).
No levantamento, estão classificadas 204 universidades públicas e privadas do país, avaliadas a partir de cinco indicadores: pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado.
Pelo quinto ano consecutivo, a Universidade de São Paulo (USP) manteve a liderança nacional, seguida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na segunda posição.
No Nordeste, quatro universidades figuram entre as 25 melhores do país. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) manteve a liderança regional, ocupando o 12º lugar em 2025 — resultado considerado positivo pela instituição, apesar da leve queda em relação aos anos anteriores. A UFPE esteve entre as dez melhores universidades do país em 2023 e ocupou a 11ª posição em 2024.
Também se destacaram na região as universidades federais da Bahia (UFBA, 14º lugar), Rio Grande do Norte (UFRN, 17º) e Ceará (UFC, 19º).
De acordo com o diretor de Avaliação Institucional da UFPE, Diego Dantas, a posição que a instituição matém no RUF não é isolada e acompanha também rankings internacionais como o Times Higher Education, onde foi considerada a 13ª melhor do Brasil, e o QS World University Rankings, com a mesma colocação.
“Isso mostra que o desempenho da UFPE vem sendo atestado por diferentes rankings, e isso reflete o trabalho de excelência acadêmica, científica e social que a gente desenvolve no dia a dia — docentes, discentes, técnicos e pessoal de apoio”, afirmou Dantas a coluna Enem e Educação.
Impacto regional e efeito cascata
Ao comentar a movimentação de outras universidades nordestinas no levantamento, que também registraram pequenas quedas em comparação às edições anteriores, o diretor de Avaliação Institucional explicou que o cenário pode ser influenciado pelo avanço de instituições de outras regiões do país — Sul e Sudeste —, o que provoca um efeito cascata no ranking.
Ele destacou, no entanto, que, se for observada a nota final, por exemplo, “a UFPE, embora tenha caído uma posição neste ano, a nota geral foi de 89,34, sendo maior que a do ano anterior, que foi de 89,26.”
Nesta edição, inclusive, as notas dos indicadores da UFPE são: Pesquisa 36,95 (23ª posição), Ensino 29,33 (13ª posição), Mercado 17,09 (11ª posição), Internacionalização 2,95 (36ª posição) e Inovação 3,02 (26ª posição).
Há também os desafios enfrentados pelas universidades federais da região Nordeste relacionados ao financiamento público. “Como é uma avaliação comparativa, historicamente as universidades do Nordeste têm um processo diferenciado, embora a UFPE seja uma das universidades mais antigas do país, a questão do financiamento, do aporte de recursos, perpassa no desenvolvimento da universidade”, disse.
“Mas a gente tem trabalhado continuamente no sentido de valorizar cada vez mais esses diagnósticos dos rankings, de pensar o planejamento estratégico da instituição e aprimorar os nossos públicos de avaliação — pra escuta dos discentes, dos técnicos, dos docentes. Essa avaliação também é pra que o processo externo, que são esses rankings do RUF, possam refletir de fato o nosso processo interno de avaliação e o que de fato se faz na instituição", completou Diego Dantas.
Quem faz o RUF
O Ranking Universitário Folha (RUF), que está em sua 11ª edição, conta com um conselho editorial formado por oito especialistas responsáveis por analisar os critérios adotados, além de sugerir mudanças na metodologia e novos enfoques para as reportagens.
Entre os integrantes estão Adolfo-Ignacio Calderón, professor do programa de pós-graduação em Educação da PUC-Campinas, pesquisador do CNPq e diretor financeiro da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave), que desde 2014 dedica-se ao estudo dos rankings acadêmicos e da governança universitária; Carlos Henrique de Brito Cruz, vice-presidente sênior de redes de pesquisa da Elsevier, professor emérito e ex-reitor da Unicamp, membro de diversas academias científicas e ex-diretor científico da Fapesp; Guilherme Ary Plonski, professor sênior da USP, pesquisador-emérito do CNPq, coordenador de projetos na Fundação Instituto de Administração e ex-diretor do Instituto de Estudos Avançados e do IPT; e Helena Sampaio, professora livre-docente da Faculdade de Educação da Unicamp, integrante da coordenação da área de Ciências Sociais da Fapesp, editora-chefe da revista Pro-Posições e ex-secretária nacional de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC.
Além de Klaus Capelle, doutor em física pela Universidade de Würzburg e professor titular da UFABC, onde foi reitor, atua no Instituto Internacional de Física da UFRN incentivando alunos com talentos excepcionais para a ciência; Ronaldo Mota, titular da cátedra em inteligência artificial e pesquisador visitante emérito pela Faperj, membro da Comissão de Assuntos Estratégicos do BNDES e professor titular aposentado de física da UF Santa Maria; Sabine Righetti, jornalista e doutora em política científica, pesquisadora no Labjor-Unicamp e fundadora da Agência Bori, que organiza iniciativas de divulgação científica; e Soraya S. Smaili, professora titular da Escola Paulista de Medicina, coordenadora do SoU_Ciência da Unifesp, vice-presidente da SBPC, membro da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e ex-reitora da Unifesp (2013–2021).
Confira as 25 melhores universidades do Brasil (RUF 2025)
- Universidade de São Paulo (USP) - 98,34
- Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - 97,99
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - 96,40
- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - 95,51
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - 95,34
- Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) - 94,29
- Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - 93,72
- Universidade de Brasília (UnB) - 92,29
- Universidade Federal do Paraná (UFPR) - 91,90
- Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) - 90,82
- Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - 89,76
- Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - 89,34
- Universidade Federal de Goiás (UFG) - 87,96
- Universidade Federal da Bahia (UFBA) - 87,91
- Universidade Federal Fluminense (UFF) - 87,79
- Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - 87,45
- Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - 87,33
- Universidade Federal de Viçosa (UFV) - 86,68
- Universidade Federal do Ceará (UFC) - 86,54
- Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - 85,80
- Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) - 85,13
- Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) - 84,62
- Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) - 83,58
- Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio) - 83,36
- Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) - 83,25