Docente da UPE assume liderança da Resiclima, rede global de cientistas sobre mudanças climáticas
De acordo com Ferreira Júnior, o principal objetivo da Resiclima é entender como as mudanças climáticas impactam a sociedade e a biodiversidade

Aprofundar a compreensão sobre a relação entre seres humanos e o clima, e contribuir para a disseminação de informações e educação sobre mudanças climáticas. Esses são alguns dos pilares que norteiam a Rede Resiclima, uma iniciativa colaborativa e interdisciplinar que reúne pesquisadores de mais de 20 instituições do Brasil e do exterior. A Resiclima possui, atualmente, cinco coordenações. A partir de 1º de abril, Washington Soares Ferreira Júnior, docente do campus Mata Norte da Universidade de Pernambuco (UPE), assumiu a Coordenação Geral da Rede.
O professor Ferreira Júnior é vinculado ao programa de pós-graduação em Etnobiologia e Conservação da Natureza e ao programa de pós-graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental. Ele sucede o também professor doutor Ulysses Paulino Albuquerque, do Centro de Biociências da UFPE, o qual agora passa a comandar a Coordenação de Produção Científica da Resiclima.
De acordo com Ferreira Júnior, o principal objetivo da Resiclima é entender como as mudanças climáticas impactam tanto a sociedade quanto a biodiversidade. A Rede atua em diversas frentes de pesquisa, com a participação de cerca de 30 docentes e seus estudantes de iniciação científica, além de pesquisadores de mestrado, doutorado e pós-doutorado.
“Investigamos, por exemplo, o interesse do público brasileiro sobre mudanças climáticas nas mídias digitais, a percepção de risco e os comportamentos relacionados ao tema, além dos impactos na saúde, nutrição e biodiversidade. Também analisamos as consequências para os sistemas socioecológicos e buscamos formas mais eficazes de comunicar os riscos das mudanças climáticas”, explica.
AÇÕES INTERDISCIPLINARES
O professor destaca o caráter interdisciplinar que permeia as ações e os trabalhos da Resiclima, a qual é integrada por pesquisadores e pesquisadoras de diferentes áreas, da psicologia, da ecologia, da etnobiologia, entre outras. Todos buscam entender os desafios das mudanças climáticas que impactam a biodiversidade, assim como diferentes grupos humanos, de forma integrativa. “Assim, à medida que avançamos na coleta de dados, podemos fornecer dados para futuras políticas públicas e informações que possam embasar estratégias de adaptação e mitigação das mudanças climáticas”.