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Operação que envolve Miguel Coelho muda correlação de forças na disputa pelo Senado

A operação da PF que envolveu a família Coelho, incluindo Miguel Coelho, pré candidato ao Senado caiu como uma bomba no meio político estadual

Por TEREZINHA NUNES Publicado em 26/02/2026 às 6:58 | Atualizado em 26/02/2026 às 7:58

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A operação da Polícia Federal sobre emendas parlamentares deflagrada esta quarta-feira e que envolveu a família Coelho de Petrolina, incluindo o ex-prefeito Miguel Coelho, pré candidato ao Senado, caiu como uma bomba no meio político estadual no qual Miguel figurava como um dos prováveis candidatos na chapa do prefeito João Campos e já tinha se encontrado com a governadora Raquel Lyra na tentativa de dar seguimento a um plano B, caso viesse a ser dispensado na aliança com o PSB. Como o partido de Miguel, o União Brasil, faz parte de uma Federação com o PP, partido que é da base da governadora, a ideia do ex-prefeito era de ser, ao lado de Eduardo da Fonte que é pré-candidato ao Senado pelo PP, a dobradinha da Federação no palanque de Raquel.

Embora o PP visse com maus olhos a candidatura de Miguel no palanque da governadora, o que poderia inviabilizar uma aliança nesse sentido, havia a expectativa de que, a nível nacional, a Federação acabasse resolvendo o assunto. A disputa por Miguel, que teve um bom desempenho na campanha para governador em 2022, passou a ganhar tal relevância no entorno do Palácio Capibaribe e do Palácio do Campo das Princesas que, jocosamente, deputados estaduais comentavam que o ex-prefeito de Petrolina estava se transformando em uma espécie de “noiva” da eleição.

No palanque do prefeito João Campos, Miguel também vinha sofrendo restrições impostas pelo PT por considerá-lo “um bolsonarista”, lembrando que Fernando Bezerra foi líder de Bolsonaro no Senado entre 2019 e 2021. Caso o ex-prefeito fique inviabilizado na disputa, pois o calendário eleitoral está correndo e investigações como as que estão sendo feitas demoram a ser concluídas, a corrida pelo Senado que conta com excesso de nomes começará a afunilar. Em compensação, o prefeito João Campos se livra da saia justa de manter Miguel, apesar das restrições petistas, e a governadora Raquel Lyra também não vai precisar dar nó em pingo d’água para fazer o PP aceitar a companhia do ex-prefeito.

Nomes da vez

Sem Miguel, o ministro Sílvio Costa Filho pode voltar a sonhar com uma vaga e coincidentemente recebeu esta quarta, em Brasília, a governadora Raquel Lyra. Atendendo a agenda anteriormente acertada, ela foi ao gabinete do ministro para cuidar de pendências dos portos e aeroportos do estado, mas a foto dos dois acabou reproduzida nas redes sociais de ambos. Silvio também distribuiu uma foto do encontro desta quarta com o senador Humberto Costa. Assim como a audiência com Raquel a conversa com Humberto tinha sido pré-agendada mas não deixou de alimentar especulações sobre a possibilidade dos dois estarem no palanque de João Campos.

Marília, Dueire e Mendonça

Quem também pode se animar é a ex-deputada federal Marília Arraes e o atual senador Fernando Dueire, do MDB, nome defendido por Eduardo da Fonte para seu companheiro de chapa. No meio do caldo de cultura em torno do Senado, o mundo político foi surpreendido também esta quarta com anotações de Flávio Bolsonaro em encontro com o PL e reproduzidas pelo jornal Folha de São Paulo onde o deputado federal Mendonça Filho surge como um nome que poderia disputar o Senado pelo PL. Na verdade, Mendonça recebeu convite do senador Rogério Marinho nesse sentido, mas não aceitou.

Raquel citada

Segundo a Folha de São Paulo, nas anotações de Flávio Bolsonaro apareceu ainda o nome da governadora Raquel Lyra como possibilidade de ter o apoio do PL para o Governo, mesmo estando disposta a dar palanque ao presidente Lula. Indagado pelo jornal sobre as anotações, Flávio Bolsonaro reconheceu como suas mas afirmou que escreveu o que foi ouvindo das pessoas que participaram do encontro, mas isso não significa que sejam ideias suas.

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