Segurança Pública

Secretário defende proposta salarial para PM e cobra a tropa

Para Márcio Stefanni, é "hora de ir para as ruas combater a criminalidade"

Franco Benites
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Franco Benites
Publicado em 07/02/2017 às 17:45
Wagner Ramos/SEI
Para Márcio Stefanni, é "hora de ir para as ruas combater a criminalidade" - FOTO: Wagner Ramos/SEI
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Os secretários Ângelo Giogia (Defesa Social), Márcio Stefanni (Planejamento e Gestão) e Milton Coelho (Administração) defenderam, em uma coletiva de imprensa, a proposta de reajuste salarial para os policiais e bombeiros militares apresentada pelo governador Paulo Câmara. Os valores sugeridos pelo governo estadual são contestados por associações de cabos e soldados. Para Stefanni, não há motivo para reclamação por parte da PM.

"Um projeto que importa uma despesa de R$ 303 milhões (por ano) não pode acarretar em diminuição de salário. Na Constituição da República do Brasil,  há um artigo que impede que os salários sejam diminuídos. O governador Paulo Câmara, reconhecendo a importância da Segurança, está promovendo um aumento que pode chegar a 40%. Agora é hora de ir para as ruas combater a criminalidade", disse.

De acordo com Stefanni, a medida anunciada pelo governador é um grande esforço financeiro da atual gestão no momento de crise econômica por qual passa o País.

"O projeto de lei importa em R$ 302 milhões no presente ano, R$ 600 milhões em 2018 e pode chegar a R$ 900 milhões em 2019. O governo de Pernambuco está fazendo, neste momento, a maior conquista da carreira dos policiais e bombeiros do Estado", afirmou.

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Stefanni também rebateu a informação de que determinadas punições pode impedir o acesso a promoções e melhorias salariais. Entre alguns policiais, há o receio de que o governo estabeleça critérios considerados "banais" para não dar os benefícios aos policiais.

"Essas punições sobre cabelo, sobre sapato não são passíveis de prisão. As punições passíveis de prisão que impedirão o movimento na horizontal de ganhos salariais são aquelas que implicam em prisão de mais de 30 dias", destacou.

 


Para o titular da Defesa Social, Ângelo Gioia, as associações de PMs querem criar dificuldade com o governo independente da proposta apresentada por Paulo Câmara.

"Qualquer que fosse a proposta do governo, essas associações elas se colocariam contra. Não é uma negativa do efetivo de policiais e bombeiros. É bom ficar claro que a esmagadora maioria desses servidores, desses policiais e bombeiros, não querem criar dificuldades para a população de Pernambuco", enfatizou.


COLETIVA 

A coletiva de imprensa não contou com a presença do governador. Enquanto os secretários estaduais detalhavam a proposta de aumento da gestão estadual, Paulo Câmara participava de um evento no Palácio do Campo das Princesas com profissionais com Síndrome de Down que receberam qualificação na área de recepção turística.

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