O Santa Cruz teve a pena da perda de cinco mandos de campo reduzida para três, no julgamento do recurso na tarde desta quinta-feira (5/6), no Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro. Como cumpriu dois jogos, o tricolor vai apenas realizar mais uma partida de portões fechados, sem a presença da torcida, que deve ser contra o Botafogo-PB, pela Copa do Brasil, dia 23 de julho. Além disso, a multa de R$ 60 mil foi reduzida para R$ 40 mil. O Tribunal manteve a liberação do Arruda.
A punição imposta ao clube foi devido a morte do torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, no dia 2 de maio, atingido por um vaso sanitário arremessado da arquibancada do Arruda, após o jogo contra o Paraná, pela 3ª rodada da Série B do Brasileiro. Os três acusados do crime estão presos. No primeiro julgamento, dia 15 de maio, na 4ª Comissão Disciplinar, o tricolor pegou uma pena dura, pois até o estádio foi interditado e o time jogou nos Aflitos. Com isso, os advogados corais entraram com um pedido de efeito suspensivo até o julgamento no Pleno.
O resultado desta quinta-feira, no entanto, não foi considerado o ideal pelo advogado Eduardo Lopes. Segundo ele, o Santa Cruz pretendia a absolvição de acordo com o inciso terceiro do artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Ou seja: "a comprovação da identificação e detenção dos autores da desordem, invasão ou lançamento de objetos, com apresentação à autoridade policial competente e registro de boletim de ocorrência contemporâneo ao evento, exime a entidade de responsabilidade.”
"O nosso objetivo era a absolvição como determina a legislação esportiva. Sei que muita gente discorda. Mas, o Santa Cruz também foi prejudicado. Os acusados de terem feito aquela barbaridade com o torcedor estão presos e devem pagar pelo crime. O clube, por seu lado, cumpriu com todas as suas obrigações. O caso provocou uma grande comoção e a gente entende a decisão do Tribunal", argumentou Eduardo Lopes.