O Santa Cruz será julgado, na quinta-feira (5/6), pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro. O Pleno do Tribunal vai se reunir para apreciar o recurso do clube, que foi punido na 4ª Comissão Disciplinar, no dia 15 de maio, devido a morte do torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, no dia 2 de maio, quando foi atingido por um vaso sanitário arremessado da arquibancada do Arruda, após o jogo contra o Paraná. Os três acusados do crime estão presos.
O tricolor foi punido com a perda de cinco mandos de campo, sem a presença da torcida, e também multado em R$ 60 mil. Além disso, o Arruda estava interditado. Na segunda-feira (2), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com a autorização do STJD, liberou o estádio para a partida contra a Ponte Preta, pela 10ª rodada da Série B do Brasileiro.
Da perda dos mandos de campo, o tricolor cumpriu dois jogos. Um diante do Lagarto-SE, dia 7, pela Copa do Brasil, e outro contra o América Mineiro, dia 23, em partida da Série B. Caso, o Tribunal mantenha a punição, o tricolor vai cumprir mais três após a Copa do Mundo devido a paralisação de todas as competições nacionais. Um dos jogos é contra o Botafogo-PB, dia 23 de julho, na Copa do Brasil. Os outros dois são pela Segundona diante do Ceará, dia 26 e Náutico, em 9 de agosto.
Os tricolores estão otimistas quanto a uma absolvição. No pior das hipóteses, a pena seria mantida, mas com o Santa Cruz atuando no Arruda sem presença do torcedor.
A razão da confiança dos dirigentes e advogados do clube é em relação ao que determina o artigo 213 no seu inciso terceiro do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Ou seja: "a comprovação da identificação e detenção dos autores da desordem, invasão ou lançamento de objetos, com apresentação à autoridade policial competente e registro de boletim de ocorrência contemporâneo ao evento, exime a entidade de responsabilidade."
Segundo o advogado Pedro Avelino, o clube ajudou as investigações para a Polícia identificar e prender os suspeitos do crime, pois entregou as fitas com a imagem dos acusados, gravada pelas câmeras do estádio.
"Nós agimos dentro do que manda a Lei. O Santa Cruz em momento algum foi omisso. Os acusados foram identificados e presos. Portanto, cumprimos tudo com determina o CBJD", argumentou Pedro Avelino.