CONFUSÃO

Artista plástico Paulo Bruscky relata agressão em bar

Discussão aconteceu por motivos políticos e movimentou até um boicote ao estabelecimento através das redes sociais

JC Online
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Publicado em 22/09/2018 às 21:14
Foto: TV JC/Reprodução
Discussão aconteceu por motivos políticos e movimentou até um boicote ao estabelecimento através das redes sociais - FOTO: Foto: TV JC/Reprodução
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Uma discussão envolvendo o artista plástico Paulo Bruscky, 69 anos, e clientes do bar Empório Sertanejo, no bairro do Espinheiro, na madrugada de ontem, terminou em confusão e até num movimento de boicote ao estabelecimento através das redes sociais.

Por volta das 2:00 h deste sábado (22) Paulo Bruscky iniciou um discurso de tom político no bar que acabou desagradando alguns clientes. “Eu aproveitei que havia muitos jovens, para falar de como eu lutei pela liberdade para abrir as portas da democracia para eles. E como é importante que, neste momento de eleições, que eles reflitam e não deixem o fascismo voltar e fechar essa porta,” afirmou Paulo.

Um casal de clientes, não identificado, protestou afirmando que eram eleitores de Bolsonaro, ao que Bruscky arguiu dizendo que “lugar de militar é no quartel”. Pelas imagens da câmera de segurança do Empório Sertanejo, é possível ver que Bruscky e o casal discutem verbalmente até que partem para empurrões e o início de uma agressão física.

AGRESSÃO

Um texto divulgado pelo WhatsApp, afirma que o dono do Emporio Sertanejo, conhecido por Toninho, teria aplicado uma “gravata” em Paulo e o jogado na rua. Pelas imagens do vídeo pode-se ver que a agressão partiu de um cliente, enquanto Toninho ajudava a conduzir Bruscky para rua onde o artista afirma que chegou a cair e arranhar o braço.

O administrador do Empório Sertanejo, Frederico Campos, diz que a acusação de agressão por parte do dono do estabelecimento é infundada e que a tentativa de boicote ao bar “não compactua com a realidade”. Ele diz que assumiu a administração do bar há quatro meses e tem procurado manter a tradição do lugar como ponto de encontro e de cultura da cidade. “Somos todos apartidários enquanto funcionários. E respeitamos todas as posições políticas”, disse Fred. Bruscky informou que não prestou queixa a Polícia e, na mesma noite, voltou ao bar. “Faço o que eu quero. Voltei, tomei mais uma dose. Mas não volto mais lá”, afirmou o artista.

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