COBERTURA

Raimundo Carrero encerra Fliporto com homenagem a Ariano

Escritor fez uma palestra que olhou de forma afetiva a trajetória do seu amigo e mestre literário

Do JC Online
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Publicado em 16/11/2014 às 21:55
Foto: Sérgio Figueirêdo/Divulgação
Escritor fez uma palestra que olhou de forma afetiva a trajetória do seu amigo e mestre literário - FOTO: Foto: Sérgio Figueirêdo/Divulgação
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No encerramento da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) deste ano, o escritor Raimundo Carrero prestou uma homenagem de amigo, admirador e leitor cuidadoso de Ariano Suassuna. A conferência foi seguida de um concerto de Antônio Madureira, mostrando o Movimento Armorial na música.

"Eu gostaria de nunca fazer essa palestra, preferiria estar na plateia ouvindo Ariano", contou Carrero. Nessa fala "mais afetuosa do que conteudística", o autor falou sobre o projeto de vida de Ariano e suas raízes e influências. O papel da família - a morte do pai, a mãe, os tios e a esposa Zélia, que esteve presente na plateia - foi tão importante quando a obra de Cervantes, Tolstói, Dostoévski, Gógol, Tchekov e Machado de Assis.

Sobre o Movimento Armorial, Carrero ainda destacou que a crítica literária, "por maldade ou por ignorância", entendia a estética como uma extensão do regionalismo. "O armorial é um movimento de metáforas, formas e símbolos, enquanto o regionalismo é uma tentativa de descrever a realidade", comentou. "Um copia a realidade, e o outro recria". Carrero ainda afirmou que antes de Ariano, só Mário de Andrade enxergou um Brasil tão amplo.

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