SEM SINALIZAÇÃO

Acesso ao Litoral Sul acumula problemas para os motoristas

Além da falta de sinalização, o estado de conservação dos acostamentos é precário

Cinthia Ferreira
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Cinthia Ferreira
Publicado em 02/01/2018 às 9:05
Foto: Ashlley Melo/ JC Imagem
Além da falta de sinalização, o estado de conservação dos acostamentos é precário - FOTO: Foto: Ashlley Melo/ JC Imagem
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As praias do Litoral Sul são as mais procuradas pelos turistas. Em Ipojuca, Grande Recife, ficam os points mais badalados: Porto de Galinhas e Maracaípe. Para quem gosta de águas mais tranquilas, há Serrambi, em Tamandaré, e São José da Coroa Grande. Mas os acessos a elas também apresentam problemas.

Há várias opções para chegar ao Litoral Sul. A Rota do Atlântico, via pedagiada, é uma delas. A estrada é sinalizada e tem câmeras de vigilância. A tarifa custa R$ 7 para carros pequenos, caminhonetes e furgões. Outra opção é a PE-60. Mas quem trafegar pela rodovia estadual precisa redobrar a atenção. Logo depois do viaduto de Suape, ela deixa de ser duplicada e os carros passam a circular em sentido duplo. Na altura do Centro de Ipojuca, o acostamento é esburacado. Em outros trechos, ele nem sequer existe. As curvas são perigosas e há tráfego de carros e caminhões carregados de cana-de-açúcar em alta velocidade. Também falta sinalização.

A entrada da cidade de Tamandaré, na Reserva Ecológica de Saltinho, não é bem sinalizada. As placas estão deterioradas, foram consumidas pela ferrugem ou pichadas. O taxista Aelson Victor, 48 anos, costuma levar turistas a Tamandaré. Ele já conhece o caminho, mas, para quem chega pela primeira vez, acertar a entrada é muito difícil. “O turista sozinho não consegue chegar. Deveriam melhorar isso porque aqui é um lugar lindo”, comenta. A professora Melissa Santos, 31 anos, é de São Paulo e visitou Tamandaré pela primeira vez. “Resolvi contratar um táxi, porque não saberia chegar aqui”, confessa.

De Tamandaré, seguindo pela PE-72, é possível chegar à Praia de Carneiros, outra joia do litoral. O lugar paradisíaco tem atraído cada vez mais turistas. A rodovia até lá tem asfalto em boas condições. Mas a maioria dos acessos à praia é pago. É preciso desembolsar até R$ 30 para passar por pontos que foram privatizados. Os carros fazem fila.Na PE-72 faltam placas indicando acessos gratuitos. Eles são poucos, estreitos, não têm estacionamento e requerem boa caminhada até a praia, mas existem.

Saindo de Carneiros, de volta ao Recife pela PE-60, há entrada para Porto de Galinhas e Serrambi. O letreiro é tão pequeno, que passa despercebido. Pela PE-51 se chega a Serrambi, mas com muita dificuldade. O supervisor de extração Fagner Gonçalves, 36 anos, de Goiás, visitou a praia pela primeira vez com a família. Segundo ele, na estrada, o risco de acidente é grande. “A rodovia tem curvas perigosas e não há acostamento”, destacou.

A PE-09, que dá acesso a Porto de Galinhas, tem grande trecho revitalizado. Mas há locais em que o acostamento é pequeno e não há marcações na pista. A aposentada Dione Rodrigues, 60 anos, costuma ir a Porto nos fins de semana. Mas, para ela, a melhor opção é a via pedagiada. “A PE-60 e outras estradas para Porto são muito perigosas. Prefiro não arriscar”, afirma.

RESPOSTA

Em nota, o Departamento de Estradas de Rodagens (DER) diz que intensificou a conservação nas principais rodovias do litoral para melhorar a trafegabilidade, reforçar a segurança e dar mais fluidez ao trânsito. Estão sendo feitas capinação e limpeza dos dispositivos de drenagens, acostamento e canteiro central.

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