O jovem João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, de 25 anos, responsável pelo acidente de trânsito que matou três pessoas e feriu gravemente outras duas, na Tamarineira, no dia 26, deve continuar preso no Cotel. Respondendo a solicitação do juiz auxiliar da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Ernesto Bezerra Cavalcanti, o promotor André Rabelo encaminhou parecer contrário à conversão da prisão preventiva do jovem em prisão domiciliar, como foi pedido por sua defesa. Resta a Justiça acatar o parecer.
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No dia 1º, o juiz já havia negado pedido da defesa de João Victor para que ele deixasse o presídio a fim de fazer tratamento para dependência química, alegando que a defesa não anexou pareceres e atestados médicos que comprovassem a situação clínica do acusado. No dia 13, ao aceitar denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra o rapaz (por triplo homicídio doloso e dupla tentativa de homicídio), o juiz mandou que o órgão se pronunciasse a respeito da conversão da prisão.
“Somos radicalmente contra, por entender que não há justificativa jurídica nem médica para atender a esse pedido”, explica o promotor. “A família alega que ele tem problemas, mas não provou nada. Ele se identificou como supervisor de obra, tem curso universitário, dirige, namora, tem vida social intensa, como qualquer pessoa”.
O promotor também considera que a preocupação da família é tardia. “Ele vem demonstrando um comportamento agressivo e violento há muito tempo e a família não tomou uma atitude para corrigir isso. Agora que ele matou três pessoas quer tomar? Depois que ele prestar contas à Justiça a família cuida dessa questão”.
O ACIDENTE
O acidente aconteceu às 19h32 do dia 26, quando João Victor, que estava alcoolizado, avançou o sinal vermelho a 108 quilômetros por hora. Ele teve ferimentos leves e desde o dia 27 está preso no Cotel. Morreram Maria Emília Guimarães, 39 anos; o filho Miguel Neto, 3; e a babá Roseane Maria de Brito, 23, grávida de três meses. O marido de Emília, Miguel Filho Motta Silveira, 46, recebeu alta hospitalar no domingo e a filha do casal, Marcela Motta, 5, continua internada na UTI do Hospital Santa Joana, em estado grave, mas clinicamente estável.