INCLUSÃO

Primeira pista de treinamento para cão-guia é inaugurada na RMR

Os animais e seus respectivos donos, deficientes visuais, poderão ir às ruas ainda mais preparados

JC Online
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Publicado em 25/04/2016 às 13:45
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Os animais e seus respectivos donos, deficientes visuais, poderão ir às ruas ainda mais preparados - FOTO: Foto: Divulgação
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Um novo laboratório para ajudar os deficientes visuais a sentirem a realidade de estar nas ruas da cidade com a companhia de um cão-guia está sendo inaugurado nesta segunda-feira (25) no Kennel Club de Pernambuco. O espaço, primeiro no Brasil, localizado na BR-101, na altura do quilômetro 15,5, em Paulista, espera entregar aos deficientes visuais, de forma gratuita, cães ainda mais entrosados com as necessidades e os desafios enfrentados no cotidiano por deficientes visuais.

Contar com um cão-guia para auxiliar nas atividades do dia a dia é o sinônimo de independência para vários deficientes. Com a ajuda do animal, as pessoas podem se locomover pela cidade com menos riscos de sofrerem algum acidente ou esbarrarem em algum obstáculo físico como lixeiras, árvores, declives e orelhões. O Kennel Club, que já treina os animais para atenderem às necessidades de seu dono deficiente, agora conta com um laboratório e possibilita a simulação da realidade vivida pelos deficientes visuais nas ruas antes de entregar o animal gratuitamente ao dono.

Dentro do espaço, é possível fazer o reconhecimento de calçadas, piso tátil, lixeiras, rampas, semáforos e demais equipamentos que  podem gerar uma série de problemas para um deficiente visual que caminha nas ruas. De acordo com o presidente do kennel Club, Luiz Alexandre Almeida,“O cão-guia é um companheiro fiel que ajuda o portador de deficiência visual na sua mobilidade. A interação entre eles só traz benefícios. Quando a pessoa é guiada por um cão-guia torna-se mais independente. É diferente de utilizar uma bengala, que é apenas um objeto de apoio diante dos obstáculos", afirma.

O primeiro animal treinado no laboratório será entregue ao professor Ivanilton Portela, que há 25 anos utiliza uma bengala para se locomover.

Confira detalhes do espaço na matéria da TV Jornal.


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