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Tragédia na Bombril: Funcionário mata três colegas e morre em delegacia no ABC Paulista

Ataque aconteceu na fábrica de São Bernardo do Campo. Investigação aponta possível histórico de bullying sofrido pelo autor dos crimes

Por JC Publicado em 02/08/2026 às 16:04

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Um funcionário terceirizado matou três colegas a facadas na madrugada do sábado (1º/8) na fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O agressor, identificado como Cláudio Henrique da Silva, de 33 anos, estaria de folga e, mesmo assim, foi até o trabalho para cometer os crimes.
O ataque foi praticado com uma faca e aconteceu por volta das 6h, na unidade localizada no bairro Rudge Ramos. As vítimas fatais foram identificadas como José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos (conferente); Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos (supervisor); e Douglas de Souza Vieira, de 39 anos (operador de empilhadeira).

Segundo registros policiais, Douglas teria sido esfaqueado ao tentar intervir para proteger os outros dois colegas. O agressor foi contido por pessoas que estavam na fábrica da Bombril até a chegada da Polícia Militar. Mas depois de detido e encaminhado para a Polícia Civil de São Paulo, teria cometido suicídio no 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo.

BULLYING SOFRIDO PELO AUTOR TERIA SIDO A RAZÃO DOS CRIMES

Claudio Henrique da Silva morreu na carceragem da delegacia poucas horas depois de sua detenção. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo trata o óbito como suicídio, informando que o suspeito teria tirado a própria vida enquanto estava detido. Devido ao fato de a morte ter ocorrido sob custódia do Estado, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou uma investigação paralela para apurar as condições da detenção e o cumprimento dos protocolos de vigilância.

Quanto à motivação do triplo homicídio, testemunhas relataram à polícia que Cláudio possivelmente sofria bullying praticado por duas das vítimas. Em nota oficial, a Bombril lamentou o ocorrido e informou que, apesar de manter canais de ética para denúncias de assédio e oferecer suporte psicológico, não havia registros de queixas dos funcionários envolvidos no episódio. A empresa também mencionou que o agressor teria sofrido um "surto" antes do ataque, embora detalhes sobre seu histórico de saúde mental não tenham sido divulgados.

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