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Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Ação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil investiga esquema milionário de ocultação patrimonial ligado à facção criminosa

Por Eduardo Scofi Publicado em 21/05/2026 às 7:26 | Atualizado em 21/05/2026 às 18:23

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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a investigação, Deolane é suspeita de ter recebido depósitos fracionados que, somados, ultrapassariam R$ 1 milhão. Os investigadores apontam que os valores teriam sido pulverizados em diversas transferências menores, prática conhecida como “smurfing”, usada para evitar alertas automáticos de órgãos de controle financeiro.

Investigação aponta movimentações suspeitas

De acordo com a apuração, empresas ligadas à influenciadora também teriam recebido recursos investigados pela operação. A polícia afirma que não encontrou comprovação compatível para parte das movimentações financeiras analisadas.

A Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros ligados aos investigados. No total, a operação bloqueou R$ 357,5 milhões e apreendeu judicialmente 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. Mandados de busca foram cumpridos em imóveis ligados a Deolane em Barueri.

Operação investiga núcleo financeiro do PCC

A ofensiva também teve como alvo Marco Herbas Camacho, Marcola, apontado como líder do PCC. Mesmo já preso em penitenciária federal, ele foi alvo de um novo mandado de prisão preventiva.

Familiares do traficante também aparecem entre os investigados, incluindo o irmão Alejandro Camacho e os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Segundo as autoridades, o grupo utilizava empresas e estruturas financeiras para ocultar patrimônio e movimentar recursos atribuídos à facção criminosa.

Investigação começou em 2019

As investigações tiveram início após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, em 2019.

O material levou à abertura de inquéritos que passaram a rastrear a estrutura financeira ligada ao PCC, incluindo uma transportadora apontada pela polícia como peça central do esquema investigado.

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