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Empresária é investigada por tortura contra doméstica grávida no Maranhão

A Comissão de Direitos Humanos da OAB solicitou a prisão preventiva. O governador do Maranhão, Carlos Brandão, manisfestou-se sobre o caso

Por JC Publicado em 06/05/2026 às 20:26

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Uma empresária identificada como Carolina Sthela Ferreira dos Anjos está sob investigação policial após ser acusada de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos, que está grávida. O crime ocorreu em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís (MA), motivado pela falsa suspeita do furto de um anel.

Detalhes das agressões e confissão em áudio

De acordo com informações apuradas e divulgadas pelo G1 Maranhão, a vítima trabalhava na residência há apenas 15 dias. As agressões teriam durado cerca de uma hora e incluíram socos, chutes, puxões de cabelo e pisadas nos dedos. A jovem relatou que tentou proteger a barriga durante o "massacre", mas sofreu diversos hematomas pelo corpo, comprovados por exames no IML.

A investigação ganhou força após o vazamento de áudios em que a própria empresária detalha a violência. Nas gravações, Carolina confessa as agressões com tom de deboche:

"Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto, que até hoje minha mão tá aqui inchada", afirmou em uma das mensagens.

Ela relatou ainda a participação de um homem armado, que teria colocado uma arma na boca da vítima. Mesmo após o anel ter sido encontrado no cesto de roupa suja, as agressões continuaram.

Conduta policial e histórico criminal

Nos áudios, a empresária afirma que não foi presa em flagrante porque um dos policiais militares que atendeu a ocorrência a conhecia e decidiu não conduzi-la à delegacia. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que a conduta dos agentes está sendo apurada internamente.

Além deste caso, o relatório da OAB-MA aponta que Carolina possui um histórico criminal que inclui condenação em 2024 por calúnia após acusar falsamente uma ex-babá de roubo, além de furto, abuso de confiança e inadimplência.

O posicionamento da defesa

Em nota enviada ao portal G1, Carolina Sthela afirmou que sua defesa já teve acesso aos autos e que apresentará sua versão "no momento adequado e de forma responsável". A empresária declarou repudiar qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres e gestantes, e denunciou que sua família tem sofrido ameaças e linchamento virtual desde que o caso veio a público.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB solicitou a prisão preventiva da empresária nesta quarta-feira (6). O governador do Maranhão, Carlos Brandão, manifestou-se nas redes sociais garantindo rigor na apuração e assistência à vítima. O caso segue sob investigação na 21ª Delegacia de Polícia de São Luís.

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