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Número de mortes sobe para 66 em Minas Gerais

Bombeiros encontraram o corpo de um homem não identificado em Juiz de Fora; três pessoas ainda seguem desaparecidas, incluindo menino de 9 anos

Por Agência Brasil Publicado em 28/02/2026 às 12:56 | Atualizado em 28/02/2026 às 18:41

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O número de mortes nas enchentes em Minas Gerais subiu para 66, das quais 60 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou neste sábado (28) o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Três pessoas ainda seguem desaparecidas, sendo duas em Ubá e uma em Juiz de Fora, o menino Pietro, de 9 anos de idade.

Até a manhã deste sábado, havia 65 pessoas mortas, mas os Bombeiros encontraram o corpo de um homem não identificado em Juiz de Fora, no Bairro Linhares.

As chuvas causaram alagamentos e deslizamentos de terras e os bombeiros trabalham para buscar sobreviventes e para retirar os corpos em meio aos escombros.

Em Juiz de Fora, segundo a prefeitura, mais de 4,2 mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas e foram registradas 2.149 ocorrências pela Defesa Civil desde segunda-feira (24). Em Ubá, são pelo menos 421 desabrigados e desalojados.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, disse, na sexta-feira (27), que uma em cada quatro pessoas da cidade mora em área de risco e que é preciso fazer intervenções por todo o município para evitar novas tragédias.  

Também na sexta-feira, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou o repasse de R$ 6,196 milhões para ações de resposta em sete municípios atingidos por desastres naturais em Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul.

Em Minas Gerais, os municípios de Ubá e Matias Barbosa, afetados pelas fortes chuvas desta semana, estão entre os contemplados.

Ajuda federal

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse neste sábado, 28, que o governo federal vai auxiliar a recuperação das áreas de Minas Gerais atingidas por fortes chuvas este ano, repetindo o modelo adotado para a reconstrução do Rio Grande do Sul em 2024. A fala foi realizada com jornalistas em Juiz de Fora (MG), uma das cidades afetadas.

"Nós iremos ajudar os prefeitos a recuperarem as suas cidades, nós iremos ajudar os pequenos empresários a poderem ter crédito para recuperar as suas empresas, nós vamos recuperar o que houve de estrago na saúde, o que houve de estrago na educação e, sobretudo, a gente vai dar casa para as pessoas que perderam as casas", disse Lula.

O presidente não explicou como vai ser feito o auxílio. No caso do Rio Grande do Sul, em 2024, uma série de despesas do governo com a reconstrução do Estado foi excluída dos limites previstos do novo arcabouço fiscal. Lula defendeu que o processo seja conduzido com rapidez e sem burocracia.

O Executivo deve adotar o mecanismo de compra assistida para quem perdeu casas na tragédia, segundo Lula. Nesse modelo, caso as casas perdidas estejam em área de risco, o governo pode comprar imóveis para os atingidos em outros locais.

Segundo o presidente da República, o governo federal vai nomear um responsável para acompanhar o processo de reconstrução.

Lula garantiu que o governo vai trabalhar para liberar rapidamente benefícios necessários para os atingidos, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

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