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Apenas duas capitais brasileiras atingem padrão de excelência em perdas de água

Desperdício pode ocorrer por diversos fatores, como vazamentos nas redes de distribuição, falhas ou erros de medição e consumos não autorizados

Por Laís Nascimento Publicado em 29/01/2026 às 10:11

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Em um cenário de falta de acesso ao saneamento básico por milhões de famílias em todo o território nacional, apenas duas das 27 capitais brasileiras alcançaram o padrão de excelência em perdas de água estabelecido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.

A meta define que o nível aceitável deve ser, no máximo, 25% de perda na distribuição até 2034.

De acordo com um levantamento do Instituto Trata Brasil, com base no SINISA 2023, o indicador médio de perdas na distribuição nas capitais brasileiras é de 39,52%.

Apenas Goiânia (GO) e Teresina (PI) apresentaram índices inferiores ao limite de 25%, com 12,68% e 24,2%, respectivamente.

No Recife, o índice chega a 48,2%, ou seja, quase metade da água. Além da capital, nenhum dos municípios mais populosos de Pernambuco - Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Caruaru, Olinda e Paulista - atingiu a meta.

O estudo aponta, ainda, que o Recife está entre as capitais com pior desempenho. A cidade perde diariamente quase 83 piscinas olímpicas de água tratada antes que ela chegue às torneiras. O número é equivalente a cerca de 276 mil caixas d’água, quantidade que atenderia quase 430 mil pessoas.

O desperdício pode ocorrer por diversos fatores, como vazamentos nas redes de distribuição, falhas ou erros de medição e consumos não autorizados.

Segundo o Trata Brasil, mais de 8 milhões de habitantes das capitais poderiam receber abastecimento de água se a meta de 25% fosse atingida.

Além de ampliar a disponibilidade de recursos hídricos no sistema de distribuição, a redução dos desperdícios resultaria em menores custos operacionais e redução dos impactos ambientais no país.

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