São João de Pernambuco injeta R$ 1,46 bilhão na economia e bate recorde histórico em 2026

O polo de Bezerros, impulsionado pela Serra Negra, destacou-se não apenas pelos leitos cheios, mas pelo índice de aprovação do público que aproveitou

Por JC Publicado em 07/07/2026 às 18:11

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O São João de Pernambuco consolidou-se em 2026 como um dos principais motores econômicos e culturais do Estado, injetando R$ 1,46 bilhão na economia local e quebrando o recorde histórico de receita turística. O montante representa um crescimento de 22% em comparação ao ano anterior, quando o impacto financeiro havia sido de R$ 1,2 bilhão, movimentando de ponta a ponta a cadeia produtiva que envolve hotéis, comércio, restaurantes, transporte e o setor artístico.

A evolução financeira foi acompanhada pelo aumento no fluxo de pessoas. Ao todo, o Estado atraiu 1.796.283 visitantes entre turistas e excursionistas, o que equivale a uma alta de 9,78% em relação aos 1.636.257 registrados no ciclo junino de 2025.

O presidente da Empetur, Eduardo Loyo, atribui o desempenho inédito ao planejamento estratégico adotado pela gestão. Segundo o gestor, o resultado histórico reflete a ampliação da malha aérea, o fortalecimento dos mercados emissores e as ações de promoção do destino Pernambuco tanto em feiras nacionais quanto no exterior.

A pesquisa de perfil realizada pelo governo estadual revelou mudanças no comportamento do público, com destaque para o aumento no tempo de estadia. A permanência média dos turistas saltou para quase sete dias, uma expansão de 36% sobre o período anterior. O levantamento também apontou o forte caráter familiar do evento, já que quase metade dos entrevistados viajou acompanhada por parentes. No recorte de origem, os próprios pernambucanos lideraram o público nacional com quase 60%, seguidos por visitantes vindos da Bahia, São Paulo, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará e Alagoas.

Para o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Roberto Asfora, as festividades juninas funcionam como uma política de desenvolvimento territorial e descentralização da renda. O secretário ressalta que o investimento na interiorização do turismo faz com que os benefícios cheguem diretamente na ponta, beneficiando desde a hotelaria até pequenos artesãos e famílias em todas as regiões do estado.

A infraestrutura de transporte deu suporte ao grande volume de viajantes. O Aeroporto do Recife contabilizou a movimentação de mais de 263 mil passageiros exclusivamente vinculados ao período de festas. Pelas rodovias, o fluxo de ônibus interestaduais trouxe pessoas de cidades como Campina Grande, Aracaju, Mossoró e Fortaleza, enquanto as linhas intermunicipais concentraram alta demanda para destinos tradicionais e emergentes do Agreste e Sertão, a exemplo de Caruaru, Petrolina, Bezerros e Gravatá.

Ocupação hoteleira e novos polos

A hotelaria do estado acompanhou o ritmo de crescimento e a taxa média de ocupação geral subiu para 91,29%. O grande destaque do ano foi a saturação positiva no Agreste, região que atingiu uma ocupação média de quase a totalidade dos leitos. Cidades como Caruaru, Gravatá, Limoeiro, Santa Cruz do Capibaribe, Taquaritinga do Norte e Toritama operaram com capacidade máxima durante o período.

O polo de Bezerros, impulsionado pela Serra Negra, destacou-se não apenas pelos leitos cheios, mas pelo índice de aprovação do público. O município liderou o ranking de satisfação da pesquisa da Empetur, obtendo aprovação total entre as avaliações de ótimo e bom feitas pelos visitantes entrevistados.

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