Sport – Eu preciso dizer que te amo!
Por Alessandro Matias
Tenho acompanhado ultimamente notícias e bastidores sobre o Sport Club do Recife.
Política é igual em qualquer lugar do mundo, sei disso. Mas, não posso acreditar que não podemos nos unir, fazermos um clube maior do que ele já é. Está provado que unidos somos
imbatíveis.
Entendo que cada um tem sua “verdade” e, democrático que sou, tenho que compreender que existe o outro. Este outro tem o direito de pensar diferente.
Por isso, como faço em minha vida, ouço todos os argumentos de qualquer opositor. Parei algumas vezes para ouvir os candidatos à presidência do meu amado clube. Entretanto, não
cabe para nenhum torcedor do SPORT ( e aí eu incluo os candidatos ) querer fazer disso, um campo de batalha. Agressões, palavras ditadas no calor de um discurso não levarão a nada.
Nós que acompanhamos o dia a dia, sabemos o que é melhor para o clube: a união!
Fico pensando se o nordeste fosse mais unido, se os palestinos e os judeus se abraçassem, se católicos e protestantes deixassem a vaidade, o preconceito e o ódio de lado. Que mundo
maravilhoso teríamos! Enfim, todos esses males que infelizmente, por sermos humanos, não temos a prática de combatê-los no dia a dia.
Entretanto, que paixão é essa que nos faz querer, enquanto criança, um dia ser jogador de futebol? Que magia é essa que nos foca obcecadamente por um clube, que nasce sem
explicação e perdura na pele de cada um até os últimos dias de vida?
Perguntas simples de escrever, porém difícil de responder! Ou melhor, impossível de responder.
Lembro enquanto criança a primeira vez que entrei no gramado da ilha ao lado do meu pai. Tenho certeza que até hoje ele não tem ideia do significado daquele momento para mim. O
Sport era campeão no final da década de 70 em plena Ilha do Retiro. Pouco importava diante de quem e qual era o título. Eu era criança e já me emocionava com o Sport. Divina também
foi a emoção quando percebi que aquela “pedrada” de Marco Antônio balançava as redes do Guarani. Eu era adolescente.
Cenas marcantes que me guiaram e fizeram conviver neste gramado e vestiários por longos anos na década de 80 como atleta do clube.
Percebi dentro de campo uma torcida diferenciada: seja em jogo, treino ou fazendo o que chamavam na época preliminar. Sei o que é subir aqueles degraus do túnel e ver um estádio
te esperando, vibrando, incentivando e muitas vezes “entrando em campo e chutando a bola contigo”. Fiz gols e beijei o escudo com o carinho,ou melhor, com amor. Fui campeão algumas
vezes, chorei e vibrei. É indescritível! É mágico! Pode acreditar!
Diante disso, constatei e entendi o porquê de tantos nomes que passaram pela Ilha e se emocionaram ao lembrar os tempos em que vestiram esse manto em suas épocas. São
momentos atemporais, de fato.
Mas nada disso me fez ser melhor ou ser o maior apaixonado pelo Sport. Não, não me perguntem o que eu não sei, não sigam as pegadas que eu deixei, nem me indaguem a quem
fazê-la, diria um escritor famoso sobre entender perguntas e respostas sobre esse exército de mais de 4 milhões de apaixonados torcedores.
Nas alegrias e nas tristezas, apoie, compartilhe, curta ou retweet. O Sport é muito maior do que uma divisão a ser jogada. Perceba que nunca comemoramos a manutenção delas... e sim
títulos.
Quer mais? Esqueça que somos o maior campeão estadual, que conquistamos o Brasil por três vezes, que temos o maior patrimônio olímpico dentro da Ilha. Somos paixão! Amor! Glória!
Vivemos e respiramos, acima de tudo, uma filosofia de vida, diferenciada, que transcende o futebol e a prática do esporte.
Ah, meu Sport, que boas energias te guiem, que teus “soldados” lembrem tudo isso e muito mais, visto que não caberia neste texto. Reflitam, debatam, e votem no próximo dia 17 de
dezembro - não com ódio, raiva e rancor. Digam para ele: Sport, eu preciso dizer que te amo!
* Alessandro Matias é um ex-atleta do clube, hoje torcedor, com formação em Marketing, Direito e Comunicação. No twitter: @alessandromc No facebook: facebook.com/alessandro.matias.3.
Nota: O texto não reflete, necessariamente, a opinião do Blog do Torcedor.