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Amor à prova de bala

Ramon Andrade
Ramon Andrade
Publicado em 17/01/2012 às 16:20

Por Magali Gama*

Com nossos pais, nossas convicções religiosas e valores morais, aprendemos que não devemos julgar ou condenar ninguém de maneira deliberada, ou sem chance de defesa. Afinal, se errar é da natureza humana, perdoar é de natureza divina. Infelizmente, nosso lado humano é infinitamente maior que nosso

lado divino.

Sem querer levantar falsos moralismos, até porque eu sou uma das primeiras a ser contra esta “volta do filho pródigo”, quero apenas lembrar aos torcedores mais apaixonados do Brasil, que, nas juras de amor eterno, o apoio deveria ser incondicional.

Primeiramente, não sou contra a contratação apenas pelo lado “pessoal” do jogador. Suas atitudes fora das quatro linhas não são exemplo de ser humano para ninguém. Mas sou contra principalmente pelo lado “profissional”. Não acredito que ele possa render o mesmo que em 2005, e nunca admirei tanto

assim seu estilo de jogar.

Mas, há muito, deixei de acreditar no futebol inocente, lúdico, aonde as emoções de defender uma camisa, um símbolo, eram praticamente pra toda a vida. Os Marcos, Rogério Ceni, etc , já não existem mais. O negócio da bola agora é: contrata-se, paga-se, joga-se(ou não), dispensa-se e pronto.

Nosso comandante assumiu o ônus da contratação tão questionada. E citou que não trabalha com paixão e sim com a razão. A paixão fica para nós, a razão fica para ele. Então, comandante, espero de todo coração que você tenha toda a razão do mundo, pois, se depender de mim, a paixão não acabará.

Grandes craques já jogaram e vestiram camisas de times rivais, vários jogadores já juraram amor eterno aos clubes que os revelaram, e várias torcidas já amaram e odiaram um mesmo ídolo de uma temporada pra outra. Então, porque abalar uma paixão eterna por uma simples contratação que só o tempo dirá se está errada ou não?

Sou uma das torcedoras mais críticas das arquibancadas. Não gosto de passar a mão na cabeça de jogador e muito menos de técnico que esteja jogando ou escalando errado. Mas, pelo menos, vamos deixar o fato acontecer. Todos que assumiram o compromisso vão ser cobrados. Inclusive, nós, torcedores.

Então, lembrem-se: amor ao Santa Cruz não tem nome próprio. É único, imensurável e infinito. E amar, neste caso, pode ser criticar, cobrar, até mesmo se decepcionar. Mas, jamais, abandonar. Que este “reforço” possa nos trazer de volta a esperança de um ataque que faça o básico: gol. E que todos nós, críticos de agora, nos tornemos os admiradores do futuro campeão.

Com a língua queimada, com uma ducha de água fria nas críticas, mas com a eterna alegria de sermos Santa Cruz de corpo e alma.

*Magali Gama é torcedora apaixonada pelo Santa Cruz

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