Guilherme dos Anjos analisa empate do Náutico na final: "criamos muito mais, precisamos converter"

Apesar do empate, treinador valorizou a postura do grupo e lembrou um dado importante: o Náutico não perde como visitante desde junho de 2025

Por Thiago Seabra Publicado em 01/03/2026 às 20:58 | Atualizado em 01/03/2026 às 21:38

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O técnico Guilherme dos Anjos avaliou de forma detalhada o empate por 3 a 3 entre Náutico e Sport, neste domingo (1º), na Ilha do Retiro, pelo jogo de ida da final do Campeonato Pernambucano 2026.

Para o comandante alvirrubro, o clássico teve o tamanho de uma decisão e evidenciou pontos positivos e ajustes necessários para a volta.

“Uma final como tem que ser uma final. É muito bom poder ter um jogo franco e aberto. A arbitragem consegue não participar, e isso é fundamental para um jogo rápido. Foi um jogo muito difícil.”

Superioridade e chances criadas

Na análise do treinador, o Náutico produziu mais, principalmente no primeiro tempo, mas pecou na hora de transformar o volume ofensivo em gols.

“Criamos muito mais, tanto na questão estatística quanto em finalizações e entradas na grande área. Não conseguimos converter isso em gols. Poderíamos ter ido melhor nesse aspecto, mas é trabalho.”

Dos Anjos também ressaltou que a ansiedade natural de uma final influencia diretamente nas tomadas de decisão e na eficiência ofensiva.

Sem frustração, mas com alerta defensivo

Questionado se o empate deixou frustração, o treinador foi direto ao afirmar que não. Para ele, o desempenho coletivo foi consistente, dentro das características da equipe.

“Não ficou o sentimento de frustração. É algo natural da nossa equipe impor intensidade e obrigar o adversário a ter dificuldade com a bola. Fomos superiores nesse aspecto. Só precisamos traduzir isso em gols.”

Por outro lado, o comandante admitiu incômodo com os três gols sofridos — algo incomum para o time na temporada.

“O ponto que nos incomoda é ter sofrido três gols. Não é normal da nossa equipe. A média de gols sofridos é muito baixa, então fica o alerta para todos nós.”

Invencibilidade fora de casa e confiança para a volta

Apesar do empate, Guilherme dos Anjos valorizou a postura do grupo e lembrou um dado importante: o Náutico não perde como visitante desde junho do ano passado.

“Desde junho do ano passado, não perdemos um jogo fora de casa. Essa é a nossa equipe: joga da mesma forma em qualquer ambiente.”

Com o 3 a 3 na Ilha do Retiro, a decisão do título fica totalmente aberta para o duelo do dia 8 de março, nos Aflitos. Quem vencer fica com a taça. Em caso de novo empate, o campeão será definido nos pênaltis.

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