Sport | Notícia

Roger Silva celebra estreia, valoriza permanência do elenco e defende reconstrução "tijolo por tijolo" no Sport

Sport venceu por 5x0 na estreia do elenco principal na temporada; Também foi o primeiro jogo do técnico Roger Silva sob o comando do clube

Por Thiago Wagner Publicado em 22/01/2026 às 10:57

Clique aqui e escute a matéria

A goleada por 5x0 sobre o Decisão, na Ilha do Retiro, marcou mais do que a quarta rodada do Campeonato Pernambucano. Foi a estreia oficial de Roger Silva como técnico do Sport em casa — e, para o treinador, a realização de um sonho. Em coletiva após a partida, o comandante rubro-negro destacou o peso emocional da noite, elogiou a entrega do elenco e reforçou que o clube vive um processo de reconstrução que vai além do resultado em campo.

“Eu sonhei estar naquele banco de reservas. Hoje pude realizar isso e estou muito feliz”, afirmou Roger, que classificou a noite como especial não apenas pelo placar, mas pelo simbolismo do momento. Segundo ele, a vitória ajuda a devolver confiança a um torcedor “que tanto sofreu” e marca o início de um trabalho longo, com foco em resgatar identidade, competitividade e orgulho.

Em campo, o Sport mostrou intensidade do início ao fim, sem diminuir o ritmo mesmo com vantagem confortável no placar. Questionado sobre o estilo apresentado, Roger foi direto: a proposta ofensiva será uma marca do time, especialmente na Ilha do Retiro.

“Essa é minha ideia de jogo. Construir situações para causar o erro do adversário, colocar a bola no chão, arriscar mais e ser eficiente”, explicou. O treinador ressaltou, porém, que defender bem é tão importante quanto atacar e citou evolução nos números defensivos como reflexo do trabalho da comissão técnica.

Base integrada e cobrança por competitividade

Roger também justificou as mudanças no segundo tempo e o uso recorrente de atletas da base. Para ele, desenvolver jogadores é obrigação de qualquer comissão técnica, especialmente em um calendário pesado.

“Não dá para repetir time quarta e domingo. Os meninos vão ter que jogar, e precisam agarrar a oportunidade”, disse. O treinador citou nomes que já vêm sendo observados de perto e reforçou que erros fazem parte do processo, mas não podem servir de rótulo definitivo para atletas jovens.

Ao mesmo tempo, deixou claro que competitividade será inegociável. “Vai ter que competir, disputar forte, fazer falta se precisar. Só assim vamos mudar essa fase”, afirmou.

Processo acima do imediatismo

Um dos pontos mais firmes da coletiva foi a defesa do planejamento adotado pelo clube. Roger explicou por que não estreou antes, no clássico contra o Náutico, e destacou que assumir o time sem elenco completo exigiu escolhas estratégicas.

“Eu me apresentei com oito atletas para treinar. Existe um processo muito maior do que simplesmente colocar o time em campo”, disse. Para ele, reconstruir o Sport passa também por resgatar relações internas, respeito entre profissionais e um ambiente mais saudável no dia a dia.

“O clube precisa ser reconstruído mentalmente também, não só no campo”, resumiu.

Emoção e responsabilidade

Ao falar sobre a entrada no túnel da Ilha do Retiro como treinador, Roger não escondeu a emoção. Disse que quase chorou, relembrou sua história no clube e reforçou a responsabilidade de estar à frente do Sport neste momento.

“Isso aqui é minha casa. Eu sei como se ganha aqui, eu vivi isso. Agora é reconstruir com calma, com respeito e com trabalho”, concluiu.

O Sport volta a campo neste sábado (24), quando recebe o Vitória, novamente na Ilha do Retiro, pela quinta rodada do Campeonato Pernambucano. A expectativa é de casa cheia e mais um capítulo do início da reconstrução rubro-negra sob o comando de Roger Silva.

Compartilhe

Tags