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Yuri Romão contesta acusação de adiantamentos em documento financeiro do Sport

Ex-presidente do clube afirma que valores divulgados como antecipações de receitas se referem a contratos validados e operações financeiras regulares

Por Thiago Seabra Publicado em 14/01/2026 às 11:38

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O ex-presidente do Sport, Yuri Romão, rebateu as acusações de que valores divulgados no portal da transparência do clube seriam referentes a adiantamentos financeiros.

Em entrevista exclusiva ao repórter João Victor Amorim, da Rádio Jornal, ele afirmou que os números apresentados dizem respeito a operações contratuais formalizadas e aprovadas internamente.

Entenda o que disse Yuri Romão

Yuri Romão pediu espaço para esclarecer os dados divulgados no documento financeiro publicado no último domingo (11).

O relatório revela, de maneira alarmante, que R$ 115,4 milhões em receitas de 2026 já foram antecipadas, reduzindo drasticamente a capacidade de investimento da próxima temporada.

Entretanto, segundo Yuri, é um erro classificar R$ 115,4 milhões como “antecipação de receitas”.

O ex-presidente afirmou que os cerca de R$ 100 milhões oriundos da Liga Forte União (LFU) não configuram adiantamento.

Ele explicou que o valor é resultado da venda de parte dos direitos de transmissão, em uma operação realizada por todos os clubes das Séries A e B.

Venda de direitos e aprovação interna

De acordo com Yuri Romão, o Sport optou por vender 15% dos seus direitos de transmissão.

Ele reforçou que a decisão do Sport foi validada pelo conselho deliberativo e registrada oficialmente no balanço do clube.

Segundo Romão, esse tipo de operação não pode ser tratado como adiantamento, uma vez que se trata de uma venda contratual de ativos futuros.

Outro ponto citado no documento envolve R$ 500 mil relacionados ao fornecedor de material esportivo. Sobre isso, Romão afirmou que o valor também não se trata de adiantamento.

Ele explicou que a quantia corresponde a uma “luva” paga pela empresa para firmar o contrato com o clube.

Além disso, destacou que há previsão de repasse mensal de royalties, conforme o volume de vendas de camisas, e que esse acompanhamento ficará a cargo da nova gestão.

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Contrato com a BaladAPP

Em relação aos valores ligados à BaladAPP, o ex-presidente afirmou que R$ 2,5 milhões correspondem a luvas pagas pela empresa para se tornar a tiqueteira oficial do clube.

Os R$ 5,5 milhões restantes, de acordo com ele, fazem parte de uma operação financeira a ser quitada ao longo do contrato.

O ex-dirigente também afirmou que, no contrato assinado durante sua gestão, havia ainda R$ 14,5 milhões disponíveis para eventual uso no pagamento de salários do elenco, caso ele tivesse permanecido no cargo.

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