Executivo confirma Quirino fora do Santa Cruz e admite vulnerabilidade por atrasos salariais
Alex Brasil detalha ação movida por Quirino, reconhece risco de novas saídas e confirma pendências de salários, imagem, moradia e férias
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O executivo de futebol Alex Brasil falou nesta segunda-feira (20) sobre dois dos principais assuntos nos bastidores do Santa Cruz: a ação judicial movida pelo atacante Quirino e os pagamentos atrasados com o elenco. O dirigente afirmou que o caso do atacante está encerrado internamente e que o jogador não deve atuar mais com a camisa coral.
“Quirino é assunto encerrado. Em nenhum momento nos procurou. Agora são coisas que a Justiça vai decidir”, explicou.
O Santa Cruz recebeu a notificação oficial na sexta-feira, quando a delegação já estava em trânsito para Santa Catarina. Quirino foi mantido na escalação, marcou o segundo gol da vitória e permaneceu integrado ao elenco.
“O jogador disse que queria jogar. Tanto é que jogou, nos ajudou e foi muito importante para nós”, afirmou o executivo.
Alex evitou responsabilizar diretamente o atacante e atribuiu a condução da ação ao empresário do jogador. Para o dirigente, o processo pode indicar a existência de uma proposta mais vantajosa ao centroavante.
“É uma situação que pegou todos de surpresa. Eu conheço o atleta, hoje homem, pai de família, um cara espetacular e trabalhador. Mas sabemos que isso foi colocado pelo representante dele”, disse.
Santa Cruz reconhece salários atrasados
Alex Brasil, porém, admitiu que o Santa Cruz está vulnerável diante dos débitos com jogadores e funcionários. O dirigente também reconheceu que existe temor de novas ações ou saídas motivadas pelos pagamentos atrasados.
“Claro que, neste momento, a gente está vulnerável. Temor, temos, porque vivemos um momento em que esse grupo tem feito o que tem feito e nos levado aonde tem levado”, afirmou.
Questionado sobre o tamanho da dívida, Alex indicou que o clube deve três meses de direito de imagem, um mês de salário pela CLT, três meses de auxílio-moradia, além de férias e décimo terceiro referentes ao ano passado.
“Acho que são três imagens, uma CLT, três moradias, férias e décimo terceiro do ano passado. E, para deixar bem claro, o Santa Cruz não tem recurso financeiro. Ponto”, disse.
O executivo afirmou que o presidente Bruno Rodrigues ficaria responsável por apresentar ao elenco uma previsão para a regularização. Segundo Alex, a promessa inicial era começar a Série C com as pendências quitadas, o que não aconteceu.
“Era um desejo desde o início da competição, e foi falado que antes do início tudo estaria quitado. Tenho visto o imenso trabalho que o presidente tem feito para zerar essas contas”, declarou.
Contratações dependem da regularização salarial
O cenário financeiro também interfere diretamente no planejamento esportivo. Alex Brasil afirmou que o Santa Cruz só pretende contratar depois de resolver os pagamentos do atual elenco.
“A princípio, a gente vai com o que temos aqui enquanto não fechar essa conta. Mas, se houver necessidade, estamos com o mercado mapeado e sabemos a hora certa de agir”, explicou.
O dirigente reforçou que o atraso não pode ser utilizado como justificativa para queda de rendimento. Ao mesmo tempo, elogiou o comprometimento do grupo durante a campanha na Série C.
“A gente não pode usar a falta de salários como muleta. Esses atletas têm se dedicado e feito coisas maravilhosas. Nunca vi um grupo trabalhar tanto e ser tão comprometido”, concluiu.