Relembre conquistas e história de Oscar Schimidt, que morreu nesta sexta-feira

Considerado maior jogador de basquete da história do Brasil, Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira aos 68 ano de idade, após passar mal

Por Thiago Wagner Publicado em 17/04/2026 às 17:14 | Atualizado em 17/04/2026 às 17:21

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A morte de Oscar Schmidt encerra um dos capítulos mais relevantes do esporte nacional. Ídolo absoluto do basquete, o ex-jogador construiu uma trajetória marcada por recordes, decisões emblemáticas e protagonismo em nível mundial.

Nascido em Natal, em 16 de fevereiro de 1958, Oscar teve contato com o esporte ainda jovem, já em Brasília. Apesar de ter começado no futebol, foi no basquete que encontrou o caminho para entrar na história. Aos 16 anos, deixou a família para atuar nas categorias de base do Palmeiras, iniciando uma carreira que rapidamente ganharia projeção.

O primeiro destaque veio com a seleção brasileira ainda nas categorias de base. Em 1977, foi eleito o melhor pivô do Sul-Americano juvenil. No ano seguinte, já na equipe principal, ajudou o Brasil a conquistar o título sul-americano e o bronze no Mundial das Filipinas.

A consolidação como um dos principais jogadores do país ocorreu no Sírio, onde venceu o Mundial Interclubes de 1979. No mesmo período, iniciou sua trajetória olímpica. Em Moscou 1980, marcou 169 pontos e ajudou o Brasil a alcançar a quinta colocação.

O auge da carreira internacional veio nos anos seguintes. Em Los Angeles 1984, voltou a se destacar e recebeu proposta para atuar na NBA. A negociação com o New Jersey Nets não avançou após a exigência de que abrisse mão da Seleção Brasileira. Oscar recusou.

A decisão marcou sua carreira. Três anos depois, liderou o Brasil na histórica vitória sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, um dos maiores resultados do esporte brasileiro.

Em Seul 1988, atingiu o ponto máximo em nível individual. Foi o cestinha da Olimpíada com 338 pontos e estabeleceu recordes, incluindo 55 pontos em uma única partida. Ao longo de cinco participações olímpicas, tornou-se o maior pontuador da história dos Jogos, superando a marca de mil pontos.

Fora das Olimpíadas, construiu carreira sólida na Europa, com destaque para a Itália, onde virou referência técnica e ídolo. Ao longo de sua trajetória, ultrapassou os 50 mil pontos.

O reconhecimento internacional veio com a entrada no Hall da Fama da FIBA e também no Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga — um feito raro.

Mesmo sem a medalha olímpica, Oscar ainda assim encerra sua carreira como um dos maiores nomes do esporte. Sua trajetória ficou marcada pela relação com a Seleção Brasileira, pela longevidade e pelo impacto dentro e fora das quadras.

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