Reviravolta na NBA recoloca Doncic e Cunningham na disputa pelo MVP
Liga abre exceção ao limite de jogos e torna elegíveis dois nomes que estavam fora da corrida pelo prêmio da temporada regular
Clique aqui e escute a matéria
A NBA decidiu abrir uma exceção na regra de elegibilidade para prêmios individuais e recolocou Luka Doncic na disputa pelo prêmio de MVP da temporada regular. O astro do Los Angeles Lakers, que havia ficado fora por não atingir o mínimo de 65 jogos, agora volta a ser considerado após decisão conjunta da liga e do sindicato dos jogadores.
Doncic disputou 64 partidas na temporada e havia sido inicialmente excluído da corrida, mesmo com números expressivos — incluindo média superior a 33 pontos por jogo. A reviravolta ocorre após o jogador acionar o mecanismo de “circunstâncias extraordinárias”, previsto no regulamento, que acabou sendo aceito por um árbitro independente.
Os Lakers já iniciaram a campanha de votação para ele em seu Instagram:
O mesmo entendimento foi aplicado ao armador Cade Cunningham, do Detroit Pistons, que também atuou em 64 jogos e ficou fora por conta de problemas de saúde, incluindo um colapso pulmonar na reta final da temporada. Com a decisão, ambos voltam a ser elegíveis para premiações como MVP e seleções All-NBA.
Por outro lado, nem todos os casos tiveram o mesmo desfecho. Anthony Edwards, que também entrou com pedido de exceção, teve a solicitação negada após disputar apenas 60 partidas, permanecendo fora da disputa por prêmios individuais.
A decisão impacta diretamente a corrida pelo MVP, que vinha sendo tratada como concentrada entre Shai Gilgeous-Alexander, Nikola Jokic e Victor Wembanyama. Com o retorno de Doncic à elegibilidade, o cenário volta a ganhar um concorrente de peso na reta final da temporada.
Exceção reacende debate sobre regra dos 65 jogos
A liberação de Doncic e Cunningham também reacendeu as discussões sobre a regra dos 65 jogos mínimos, implementada recentemente pela NBA para garantir maior participação das estrelas ao longo da temporada regular.
Embora a liga tenha defendido a decisão com base em circunstâncias específicas como lesões e questões pessoais, o caso levanta questionamentos sobre critérios e consistência. Isso porque exceções foram concedidas a alguns jogadores, enquanto outros, em situações semelhantes, não receberam o mesmo tratamento, aumentando a percepção de subjetividade na aplicação da regra.
Com a mudança, a corrida pelo MVP ganha novos contornos e adiciona mais um capítulo a uma temporada marcada por reviravoltas dentro e fora das quadras.