Imprensa da Noruega exalta ouro de Lucas Braathen, mas lamenta saída do atleta: 'Frustrante'

Lucas chegou a disputar os Jogos de Pequim-2022 representando a Noruega. Quatro anos depois, subiu ao topo do pódio sob a bandeira brasileira

Por Agência Estado Publicado em 15/02/2026 às 10:33

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O ouro olímpico de Lucas Braathen pelo Brasil ecoou também na Noruega. Neste sábado, os principais veículos do país onde o esquiador nasceu e iniciou a carreira dedicaram amplo espaço à conquista histórica no esqui alpino, com direito a elogios à trajetória e lamentos pela mudança de bandeira.

Lucas, de 25 anos, defendeu a Noruega até 2023. Após conflitos com a federação local, anunciou aposentadoria ainda no auge. Meses depois, oficializou a decisão de competir pelo Brasil, país de sua mãe. Em Milão-Cortina, escreveu um capítulo inédito para o esporte brasileiro.

O jornal Aftenposten, de Oslo, publicou reportagem extensa sobre a vitória e abriu espaço para uma análise do comentarista Daniel Roed-Johansen, que destacou a dualidade da imagem pública do atleta.

"Braathen é o pavão do esqui. É fácil se deixar deslumbrar por roupas coloridas, trabalhos como modelo e grandes ambições. Mas ninguém deve se enganar. Acima de tudo, ele é um atleta de elite dedicado", escreveu.

JOHN LOCHER/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O brasileiro Lucas Pinheiro Braathen (c), vencedor da prova de slalom gigante masculino do esqui alpino, comemora no pódio com o suíço Marco Odermatt (à esquerda), que ficou em segundo lugar, e o suíço Loic Meillard, que ficou em terceiro, nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Bormio, na Itália - JOHN LOCHER/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Já o Dagbladet repercutiu a transmissão da emissora NRK e a avaliação do ex-esquiador e comentarista Kjetil André Aamodt, que tratou a troca de federação como uma perda esportiva para o país.

"É um pouco frustrante que ele não seja atleta norueguês", afirmou.

Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Lucas chegou a disputar os Jogos de Pequim-2022 representando a Noruega. Quatro anos depois, subiu ao topo do pódio sob a bandeira brasileira, resultado que, além de histórico para o Brasil, reabriu na Noruega o debate sobre a saída precoce de um de seus talentos mais midiáticos e competitivos da última geração.

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