Esqui alpino nos Jogos Olímpicos: história, como funciona, regras e a participação do Brasil em Milão-Cortina 2026
Modalidade olímpica desde 1936, o esqui alpino combina velocidade e técnica; Brasil terá representantes no masculino e no feminino nos Jogos de 2026
Clique aqui e escute a matéria
O esqui alpino é um dos esportes de neve mais tradicionais do programa olímpico e integra os Jogos Olímpicos de Inverno desde 1936.
Disputado contra o relógio, a modalidade exige que os atletas desçam pistas sinalizadas por portas obrigatórias, que determinam mudanças de direção e testam técnica, velocidade e precisão.
Origem e evolução do esqui alpino
A história do esqui alpino está diretamente ligada à própria origem do esqui.
Vestígios encontrados na Rússia indicam que a prática surgiu entre 8000 e 7000 A.C., inicialmente como meio de transporte.
Foi apenas no século XIX que o esqui passou a ser encarado como esporte.
As primeiras competições não militares organizadas datam da década de 1840, na Noruega, consolidando a transição da atividade utilitária para a prática esportiva.
A estreia do esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno aconteceu em 1936, na edição realizada em Garmisch-Partenkirchen, na Alemanha.
Primeira participação do Brasil na modalidade
A primeira participação brasileira em competições oficiais de esqui alpino ocorreu no Campeonato Mundial de Portillo, no Chile, em 1966.
Na ocasião, o país foi representado pelos atletas Francisco Giobbi, Luigi Giobbi, Michael Reis de Carvalho e Sergio Hamburger.
Desde então, o Brasil acumulou mais de 20 participações em 17 edições de Campeonatos Mundiais da modalidade.
Brasil no esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026
Nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, o Brasil terá representantes no masculino e no feminino.
As provas masculinas serão disputadas no Stelvio Ski Centre, em Bormio, com os atletas:
- Lucas Pinheiro Braathen (SAIBA MAIS)
- Christian Oliveira Soevik
- Giovanni Ongaro
No feminino, Alice Padilha compete no Tofane Alpine Skiing Centre.
Datas das competições com brasileiros
- 14/02 – 6h e 9h30: Slalom gigante masculino (SAIBA MAIS AQUI)
- 16/02 – 6h e 9h30: Slalom masculino
- 18/02 – 6h e 9h30: Slalom feminino
Principais disciplinas do esqui alpino
O esqui alpino consiste em cinco provas: downhill, super-G, slalom gigante, slalom e combinado.
Os atletas descem uma pista inclinada, com desnível que varia conforme o gênero, passando por portões marcados por postes vermelhos e azuis.
Cada competidor faz duas descidas, e apenas os melhores tempos da primeira avançam.
O vencedor é quem soma o menor tempo nas duas pistas, mesmo que, para ganhar velocidade, derrube alguns postes ao longo do trajeto.
Slalom Super Gigante (SG)
Assim como o downhill, o super gigante é uma prova de alta velocidade, porém disputada em uma pista um pouco menos longa.
Os atletas atingem velocidades entre 90 e 110 km/h, com espaçamento médio de cerca de 40 metros entre as portas.
A prova exige alto nível técnico, com menor ênfase na velocidade máxima em relação ao downhill.
Slalom Gigante (GS)
O slalom gigante é considerado uma prova técnica.
As portas são posicionadas a aproximadamente 25 metros umas das outras, exigindo precisão, agilidade e potência dos atletas.
As velocidades variam entre 60 e 80 km/h, e o resultado final é definido pela soma de duas descidas em percursos diferentes.