Esqui alpino nos Jogos Olímpicos: história, como funciona, regras e a participação do Brasil em Milão-Cortina 2026

Modalidade olímpica desde 1936, o esqui alpino combina velocidade e técnica; Brasil terá representantes no masculino e no feminino nos Jogos de 2026

Por Thiago Seabra Publicado em 10/02/2026 às 9:16

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O esqui alpino é um dos esportes de neve mais tradicionais do programa olímpico e integra os Jogos Olímpicos de Inverno desde 1936.

Disputado contra o relógio, a modalidade exige que os atletas desçam pistas sinalizadas por portas obrigatórias, que determinam mudanças de direção e testam técnica, velocidade e precisão.

Origem e evolução do esqui alpino

A história do esqui alpino está diretamente ligada à própria origem do esqui.

Vestígios encontrados na Rússia indicam que a prática surgiu entre 8000 e 7000 A.C., inicialmente como meio de transporte.

Foi apenas no século XIX que o esqui passou a ser encarado como esporte.

As primeiras competições não militares organizadas datam da década de 1840, na Noruega, consolidando a transição da atividade utilitária para a prática esportiva.

A estreia do esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno aconteceu em 1936, na edição realizada em Garmisch-Partenkirchen, na Alemanha.

Primeira participação do Brasil na modalidade

A primeira participação brasileira em competições oficiais de esqui alpino ocorreu no Campeonato Mundial de Portillo, no Chile, em 1966.

Na ocasião, o país foi representado pelos atletas Francisco Giobbi, Luigi Giobbi, Michael Reis de Carvalho e Sergio Hamburger.

Desde então, o Brasil acumulou mais de 20 participações em 17 edições de Campeonatos Mundiais da modalidade.

Brasil no esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026

Nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, o Brasil terá representantes no masculino e no feminino.

As provas masculinas serão disputadas no Stelvio Ski Centre, em Bormio, com os atletas:

  • Lucas Pinheiro Braathen (SAIBA MAIS)
  • Christian Oliveira Soevik
  • Giovanni Ongaro

No feminino, Alice Padilha compete no Tofane Alpine Skiing Centre.

Datas das competições com brasileiros

  • 14/02 – 6h e 9h30: Slalom gigante masculino (SAIBA MAIS AQUI)
  • 16/02 – 6h e 9h30: Slalom masculino
  • 18/02 – 6h e 9h30: Slalom feminino

Principais disciplinas do esqui alpino

O esqui alpino consiste em cinco provas: downhill, super-G, slalom gigante, slalom e combinado.

Os atletas descem uma pista inclinada, com desnível que varia conforme o gênero, passando por portões marcados por postes vermelhos e azuis.

Cada competidor faz duas descidas, e apenas os melhores tempos da primeira avançam.

O vencedor é quem soma o menor tempo nas duas pistas, mesmo que, para ganhar velocidade, derrube alguns postes ao longo do trajeto.

Slalom Super Gigante (SG)

Assim como o downhill, o super gigante é uma prova de alta velocidade, porém disputada em uma pista um pouco menos longa.

Os atletas atingem velocidades entre 90 e 110 km/h, com espaçamento médio de cerca de 40 metros entre as portas.

A prova exige alto nível técnico, com menor ênfase na velocidade máxima em relação ao downhill.

Slalom Gigante (GS)

O slalom gigante é considerado uma prova técnica.

As portas são posicionadas a aproximadamente 25 metros umas das outras, exigindo precisão, agilidade e potência dos atletas.

As velocidades variam entre 60 e 80 km/h, e o resultado final é definido pela soma de duas descidas em percursos diferentes.

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