"O mais atrasado é o meu", desabafa Hélio dos Anjos sobre salários atrasados no Náutico
Treinador garantiu que débitos não afetam o elenco, detalhou pendências financeiras e reiterou confiança na gestão do presidente Bruno Becker
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O técnico Hélio dos Anjos se pronunciou abertamente sobre a situação financeira do Náutico e adotou uma postura de liderança ao abordar a questão dos salários atrasados no clube. O treinador fez questão de blindar o elenco, assumir a responsabilidade de manter o grupo focado nas atividades e demonstrar confiança total na gestão do presidente Bruno Becker para a resolução dos débitos.
Ao detalhar o cenário do departamento de futebol, em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (12), o comandante revelou que ele próprio é o caso mais antigo de pendência financeira dentro do Timbu.
"O salário mais atrasado é o meu. Você já me viu chegar aqui e não trabalhar? Eu confio em quem dirige o clube. O Bruno está buscando de todas as formas, me passou todos os detalhes. O suporte da Federação eu estava de perto com o grande alvirrubro que participou disso, que foi o ex-presidente Paulo Wanderley", explicou Hélio.
Apesar das dificuldades no caixa, o técnico esclareceu que a diretoria tem buscado amortizar as dívidas e explicou a atual folha salarial do elenco.
"Acho que foi pago um mês de carteira e um mês de direito de imagem. Agora tem um mês de carteira e uma imagem em aberto", ponderou o treinador, ressaltando o empenho da diretoria em quitar os débitos restantes.
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Para Hélio dos Anjos, o papel da comissão técnica é justamente proteger o ambiente de trabalho e garantir que os problemas extracampo não interfiram no rendimento dos atletas dentro das quatro linhas.
"Estou junto com o Bruno em todas as decisões. Eu disse a ele: não esquente com isso, a minha obrigação é de comando. Como comandante, eu tenho que manter o ambiente controlado. Isso não afetou em nada o grupo, que seguiu trabalhando muito bem", destacou.
O treinador também valorizou a agenda do mandatário alvirrubro em busca de melhorias estruturais e financeiras para o clube no cenário nacional.
"O Bruno passou a semana toda em Brasília nas reuniões com a CBF sobre as mudanças no futebol brasileiro. Não estou aqui para fazer a defesa dele, mas tenho certeza que a representatividade que ele tem lá vai nos ajudar a resolver esse problema", concluiu.