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Jean Carlos critica postura de Dodô após saída do Náutico: "Laranjas podres tem que ficar feliz quando saem"

Meia alvirrubro diz que intercederia novamente por qualquer companheiro, mas afirma que quem não quer estar no Náutico não merece permanecer

Por Thiago Wagner Publicado em 03/08/2026 às 17:10 | Atualizado em 03/08/2026 às 17:11

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O meia Jean Carlos falou pela primeira vez após a saída de Dodô do Náutico. O camisa 10 havia sido uma das lideranças do elenco que intercederam pelo retorno do jogador aos treinos, em meio ao impasse entre o atleta e o clube. Agora, depois do desfecho, Jean afirmou estar tranquilo com a atitude que tomou, mas criticou a postura do ex-companheiro.

Em entrevista coletiva, Jean disse que voltaria a agir da mesma forma por qualquer outro jogador que estivesse passando por uma situação semelhante. Segundo ele, no momento da conversa, Dodô demonstrou vontade de voltar ao grupo.

“Pode ter certeza que eu coloco a minha cabeça no travesseiro tranquilo. Faria de novo por qualquer outra pessoa que eu imaginasse que realmente estaria falando a verdade. Eu teria a mesma atitude, sem problema nenhum”, afirmou Jean Carlos.

Jean Carlos admitiu que o desfecho envolvendo Dodô surpreendeu o elenco, especialmente após o movimento feito por lideranças para reintegrar o meia ao grupo.

“O que aconteceu, é claro, pega todos de surpresa, por tudo o que nós fizemos para trazê-lo de volta. Tudo isso que aconteceu é chato para o clube. Creio que também é ruim para ele”, disse.

O jogador também afirmou que Dodô pode ter sido prejudicado por influência externa. “O que eu posso dizer para ele é que essa subserviência, às vezes, aos agentes e às pessoas pode prejudicá-lo”, declarou.

“Quem não quer estar, que bom que saiu”

Ao falar sobre o episódio, Jean Carlos usou uma frase forte para defender a saída de jogadores que não estejam comprometidos com o clube.

“Olhando pelo lado positivo, se é que eu posso usar esse termo, acho que quando a gente encontra algumas laranjas podres, a gente tem que ficar feliz quando elas saem”, afirmou.

Na sequência, o meia reforçou que o Náutico precisa contar apenas com atletas envolvidos no dia a dia do clube.

“Se era uma pessoa que não queria estar, que bom que saiu. Quem está aqui, quem vai chegar e quem vai continuar tem que querer estar no Náutico”, completou.

Jean também explicou por que decidiu interceder por Dodô no primeiro momento. Segundo ele, ao chegar ao treino, encontrou o meia isolado e decidiu conversar.

“Eu cheguei no treino e ele estava ali, digamos, ostracizado. Vi o jeito que ele estava e fui falar com ele. Ele colocou a disposição para voltar, então eu acreditei. Foi feito todo o movimento para que ele voltasse”, contou.

Apesar da frustração com o desfecho, Jean afirmou que não se arrepende da atitude. “Faria novamente. É uma situação chata, mas desejo que Deus abençoe a vida dele, que ele encontre paz nisso aí que fez, encontre o caminho dele”, disse.

 

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Thiago Wagner

tsilva@jc.com.br

Coordenador de Esportes – TV e Digital do SJCC. Jornalista formado pela UFPE (2013), economista pela UFPE (2025) e aluno do MBA em Gestão de Negócios Digitais e Inteligência Artificial da USP/Esalq. Atua na cobertura esportiva desde 2011. No SJCC, trabalhou no Blog do Torcedor como estagiário, repórter e coordenador; foi editor-assistente de Esportes do JC e do Portal JCPE. Em 2015, concluiu o Curso Estado de Jornalismo, em parceria com a Universidade de Navarra, da Espanha.