Bruno Becker admite que atrasos salariais no Náutico "tiram o sono", mas garante procura por soluções
Presidente reconhece déficit orçamentário no Timbu, nega corpo mole dos jogadores e afirma que clube busca cortes e novos patrocinadores
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O presidente do Náutico, Bruno Becker, admitiu que o clube enfrenta atrasos salariais e afirmou que a situação financeira tem impactado o ambiente alvirrubro. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (14), no CT Wilson Campos, o mandatário disse que o Timbu passa por um déficit orçamentário e busca alternativas para equilibrar as contas.
Segundo Becker, o problema não é exclusivo do Náutico, mas exige medidas internas para reorganização financeira.
“O Náutico está passando por uma situação que não é só nossa. Basta ver notícias de clubes de Série A e Série B em questão de orçamento. A gente tem um déficit orçamentário e vamos buscar equilibrar”, afirmou.
Bruno Becker disse que os atrasos salariais são motivo de preocupação constante para a gestão. O presidente afirmou que o clube trabalha para resolver a situação, como fez em anos anteriores.
“Se estivesse com orçamento equilibrado, não estaria em situação de salários atrasados. Não estou normalizando, nunca vou normalizar. É algo que me tira o sono”, declarou.
O mandatário também afirmou que o Náutico busca diferentes caminhos para equacionar o problema.
“O clube está buscando resolver da mesma forma que equalizamos em 2024 e 2025. Acredito que vamos conseguir, dentro das frentes que foram abertas. Vamos trabalhar para isso, desde cortes de gastos a novos patrocinadores”, disse.
Becker nega corpo mole dos jogadores
Questionado se os atrasos podem estar interferindo no rendimento da equipe, Bruno Becker admitiu que a situação pode ter algum efeito emocional, mas rejeitou qualquer ideia de corpo mole por parte do elenco.
“É um ponto que pode estar interferindo no rendimento? Pode. Mas não estou falando de jogador fazendo corpo mole, não. É natural que as pessoas fiquem preocupadas, porque têm conta para pagar”, afirmou.
O presidente reforçou que o atraso salarial afeta qualquer trabalhador, mas não pode ser tratado como justificativa para falta de entrega.
“O atraso salarial tira a paz de qualquer funcionário. Mas não se trata de corpo mole por atraso salarial”, completou.
Risco assumido pela gestão
Bruno Becker também defendeu o planejamento financeiro feito pelo clube e afirmou que assumiu riscos para tentar manter o Náutico competitivo na Série B.
“Se não tivesse arriscado, ano que vem talvez estivesse na Série C. Não posso confundir risco com irresponsabilidade. Negócios, e enxergo o futebol como negócio, têm riscos”, disse.
O presidente afirmou que levou o debate ao Conselho e assumiu a responsabilidade pelas decisões tomadas.
“Não vou terceirizar responsabilidade. Se banquei esse risco, o responsável sou eu”, concluiu.