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Bruno Becker explica destino da indenização com a Arena e defende investimento no Náutico

Presidente alvirrubro afirma que parte do valor irá para recuperação judicial e defende investimentos com retorno imediato, como melhorias nos Aflitos

Por Maju Siqueira Publicado em 05/05/2026 às 19:01 | Atualizado em 06/05/2026 às 17:19

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No Fórum Esportivo desta segunda-feira (4), o presidente do Náutico, Bruno Becker, detalhou a situação da indenização referente à quebra de contrato com a Arena de Pernambuco e como o clube pretende utilizar os recursos.

Segundo o dirigente, parte do valor já tem destino definido dentro do processo financeiro do clube.

“Ele já está carimbado para ir para a recuperação judicial. Isso está no plano de recuperação que foi aprovado pelos credores em dezembro do último ano", disse.

Uso estratégico dos recursos

Bruno Becker também explicou que a outra parte do montante, que entra diretamente no caixa do clube, deve ser utilizada de forma estratégica, priorizando investimentos que tragam retorno prático.

“Eu defendo que o dinheiro seja aplicado em algo que de fato traga um retorno. no retorno no sentido de que, de algo lógico, tá? por exemplo, eu não acho razoável que a gente use 8 milhões para pagar um débito de 120 da PGF Imediata. O efeito dos 8 milhões vai ter 120 vai continuar devendo. A gente tem que solucionar isso de outra forma. A gente pode pegar os 8 milhões e dizer: “Ó, vamos aqui pegar uma parte para colocar em despesas correntes do clube, investir em infraestrutura, por exemplo. Se a gente tivesse a oportunidade de melhorar o gramado dos aflitos, eu acho que seria algo que a gente ia ver um efeito imediato.”

De onde vem esse dinheiro?

O Náutico tem a receber cerca de R$ 32 milhões da Arena de Pernambuco por conta do rompimento de contrato entre as partes.

O acordo, firmado em 2011, previa o uso do estádio por 30 anos, mas foi encerrado em 2016, quando o Náutico decidiu voltar aos Aflitos.

Após isso, o clube acionou a Arena na Justiça e teve decisões favoráveis, garantindo o pagamento de multa contratual e indenizações pelos prejuízos, incluindo a reforma do estádio.

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