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Presidente do Náutico detalha decisão de não ter executivo de futebol e desejo de "buscar novo modelo"

Bruno Becker explicou a autonomia do departamento de futebol e destacou que todos os setores do clubes possuem processos descentralizados

Por Davi Saboya Publicado em 04/05/2026 às 21:52

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O Náutico começou a temporada com um novo modelo de departamento de futebol em que os técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos possuem autonomia nas decisões. Em entrevista exclusiva ao Fórum Esportivo, da Rádio Jornal, o presidente alvirrubro Bruno Becker explicou a ausência de um diretor executivo de futebol na atual configuração do clube, revelando que a mudança nasceu de um desejo pessoal e de uma análise crítica sobre as experiências vividas nos bastidores dos Aflitos.

De acordo com Becker, a implementação desse "modelo novo" não foi uma decisão intempestiva, mas fruto de um planejamento estratégico provocado por ele junto aos demais integrantes do futebol.

"Era um desejo meu, diante da experiência que vivi no clube, buscar um modelo novo para o futebol. Lancei para a cúpula do departamento o desafio. Foram várias reuniões para chegar nisso", afirmou o mandatário.

Apesar da escolha atual, o presidente fez questão de ressaltar que não há um desmerecimento à função de executivo, citando inclusive o bom trabalho de Edgard Montemor na temporada passada.

"Respeito todo o executivo, acho que é uma profissão relevante. Assim como as demais, existe profissional que entrega e que não entrega. Ano passado, tivemos o Edgard que entregou muito", ponderou.

O pilar central da nova estratégia de Becker é a descentralização. O presidente defendeu que o perfil da gestão é o de gerar autonomia aos departamentos, evitando que todas as decisões fiquem presas a uma única figura centralizadora.

Para o mandatário, o sucesso desse formato depende diretamente das peças humanas envolvidas. Ele destacou que a configuração atual só é possível devido ao perfil da atual comissão técnica e dos profissionais que já compõem o quadro do clube.

"É a junção do que eu acredito de gestão, com profissionais identificados e preparados para o desafio. Talvez se eu tivesse outros técnicos não caberia. É um somatório de fatos que, dentro do momento do Náutico, torna melhor não ter o executivo", explicou Becker.

Gestão do Náutico

Mesmo com a autonomia concedida aos setores, Becker reforçou que o regime do clube segue sendo presidencialista, o que significa que o controle final e as diretrizes orçamentárias passam pelo seu crivo. A aposta do Timbu agora reside na eficiência de processos internos e na comunicação direta entre a diretoria estatutária e a comissão técnica, buscando um futebol mais sustentável.

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