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Guilherme dos Anjos detalha realidade financeira do Náutico e prega pés no chão na Série B: "Primeiro objetivo é a permanência"

O clube alvirrubro estreia no Campeonato Brasileiro contra o Criciúma, no dia 22 de março (domingo), às 16h, no estádio dos Aflitos

Por Davi Saboya Publicado em 14/03/2026 às 7:09

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O técnico do Náutico, Guilherme dos Anjos, abriu o jogo sobre os bastidores do planejamento alvirrubro para a Série B do Campeonato Brasileiro. Em uma análise franca sobre o orçamento do clube, o comandante detalhou onde o Timbu se posiciona na Segunda Divisão e como o trabalho técnico precisará compensar a diferença financeira em relação aos gigantes da competição.

Segundo o treinador, após o fechamento da atual janela de transferências, o Náutico deve se consolidar com uma folha salarial intermediária. "Devemos ficar entre a 9ª e 13ª folha mais alta da competição. É difícil isso acontecer logo após subir de divisão", pontuou Guilherme.

Para o técnico, o fato de o clube conseguir montar um elenco com esse investimento logo após a saída da Série C é um mérito coletivo. "A força do trabalho de todo mundo permitiu chegar a esse nível. O clube permitiu montar um projeto equilibrado, algo muito difícil de conseguir nesse cenário".

Apesar do otimismo com o elenco que vem sendo montado — e da previsão de novos nomes que ainda devem impactar a folha — Guilherme dos Anjos mantém os pés no chão. Ele reconheceu que a disparidade financeira com as equipes do topo da tabela impõe desafios imediatos.

"Temos que ser realistas e o primeiro objetivo é garantir a permanência. Dentro desse cenário, conseguimos ter uma possibilidade de competir muito bem e sonhar, mas será difícil competir com algumas equipes."

Náutico na Série B

O técnico também frisou acredita que o segredo para superar orçamentos mais robustos está na consistência do dia a dia. Para Guilherme, uma competição de pontos corridos permite que a organização tática e o esforço superem o poderio financeiro ao longo do tempo.

"O orçamento faz uma diferença, mas ao longo prazo, em 38 rodadas, conseguimos igualar essa competitividade com muito trabalho. Não estamos nem ao céu, nem ao inferno", contou o treinador, reforçando a confiança no projeto equilibrado do Timbu para 2026, mesmo depois do fracasso na inal do Pernambucano.

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